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(Setembro) Forças iraquianas na província de Al-Anbar

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As forças armadas recuperaram nesta quinta-feira (26) as bases militares e localidades que estavam em poder do grupo extremista Estado Islâmico (EI) em seu último bastião no Irã, perto da Síria, durante uma ofensiva que busca erradicar o grupo extremista de seu país.

A ofensiva coincide com as movimentações, do outro lado da fronteira, do exército sírio e de seus aliados para cercar os combatentes do EI.

A batalha pretende asfixiar os jihadistas em seu último reduto, no vale do Eufrates, que vai da província de Deir Ezzor, no leste da Síria, até Al-Qaim, no oeste do Iraque.

Este é o "último grande combate contra o EI", afirmaram recentemente os comandantes americanos da coalizão internacional que apoia as forças iraquianas contra os extremistas.

As forças iraquianas iniciaram o ataque na localidade de Al-Qaim, na província desértica de Al-Anbar, que tem uma fronteira considerada 'porosa'.

O primeiro-ministro Haider Al-Abadi, comandante em chefe do exército, anunciou em um comunicado "o início da batalha para libertar Al-Qaim, Rawa as localidades e vilarejos próximos ao oeste de Al-Anbar".

"Os combatentes do EI não têm outra opção: morrer ou a rendição", completou.

Abadi fez o anúncio em um comunicado, divulgado no momento em que estava no Irã, grande aliado e importante potência regional. Teerã reafirmou o apoio às medidas iraquianas para "defender sua soberania.

- Bases militares recuperadas -

Em 2014, os extremistas executaram uma operação relâmpago e tomaram quase um terço do território do Iraque, mas desde então as tropas do governo e forças paramilitares expulsaram o EI de mais de 90% das áreas que dominavam.

O general iraquiano Qasem Al-Mohamedi, que comanda as operações, disse que as tropas posicionadas ao redor da cidade de Al-Qaim avançavam em "quatro frentes: leste, sul, sudeste da cidade e a partir da província de Nínive, mais ao norte".

O militar informou que a ofensiva conta com a participação do exército, das unidades antiterroristas (CTS), da polícia federal e das Forças de Mobilização Popular (Hashd al-Shaabi), unidades paramilitares dominadas por xiitas e criadas para dar suporte ao exército, com o apoio do Irã.

No início da tarde, as forças governamentais já haviam retomado várias bases militares do EI, incluindo uma da força aérea, ao sudeste de Al-Qaim, segundo o Comando Conjunto de Operações (JOC).

A província de Al-Anbar é sunita e várias unidades tribais sunitas da Hashd al-Shaabi foram mobilizadas.

"A força aérea iraquiana e a aviação da coalizão internacional executam bombardeios", disse o general Mahmud Al Fellahi, comandante das operações em Al-Anbar.

A coalizão afirmou que foram realizados 15 bombardeios contra alvos jihadistas na região de Al-Qaim e de Bukamal, na província síria de Deir Ezzor.

Também reconheceu a morte de mais 51 civis durante os ataques em Iral e na Síria, elevando o total a "pelo menos" 786 civis em três anos.

De acordo com a ONG Norwegian Refugee Council (NRC), mais de 10.000 civis fugiram da região de Al-Qaim e chegaram aos campos de deslocados da região de Ramadi desde o início do mês.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que 65.000 pessoas fugiram de Al-Anbar no decorrer do ano.

- Assegurar um oleoduto -

Uma parte das tropas iraquianas estão mobilizadas para retomar o controle de áreas disputadas com a região autônoma do Curdistão, no norte do país.

Na quinta-feira, os combatentes curdos e as forças governamentais se enfrentavam com artilharia pesada na direção do posto fronteiriço de Fishjabur, para a Turquia, segundo um correspondente da AFP no local.

Segundo fontes curdas, os peshmergas destruíram "três carros, cinco blindados de fabricação americana e u, veículo blindado" das tropas iraquianas.

Bagdá quer assegurar o oleoduto que se dirige ao porto turco de Ceyhan tomando Fishjabur, que se encontra na fronteira entre Síria, Iraque e Turquia.

O governo central e a região do Curdistão estão imersos em uma crisis desde o referendo de independência curdo de 25 de setembro, considerado ilegal por Bagdá. O Curdistão deu um passo atrás na quarta-feira ao afirmar que está disposto a "congelar os resultados" de sua consulta, onde ganhou o sim por maioria esmagadora.

Abadi, entretanto, garantiu que "só aceitará a anulação no referendo", uma exigência também formulada por Turquia, que se aproximou ao poder central de Bagdá.

O Conselho de Segurança da ONU pediu diálogo entre o governo iraquiano e os líderes regionaus do Curdistão para que estabeleçam um programa de negociações para pôr fim à crise.

"Nós, membros do Conselho de Segurança, notamos que tanto o governo federal como o regional expressaram sua disposição ao diálogo", disse o embaixador francês na ONU, François Delattre, que ocupa a presidência do Conselho neste mês.

"Fazemos um chamado para definir um cronograma de modo que essas discussões aconteçam assim que for possível", disse Delattre depois da reunião.

O Conselho se reuniu a pedido da França e da Suécia para ouvir o relatório de um enviado da ONU, Jan Kubis, sobre esta crise.

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AFP