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(Arquivo) Famílias fogem de conflito na cidade iraquiana de Mosul

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Autoridades iraquianas mantêm retidos 1.300 mulheres e filhos de extremistas islâmicos de 14 nacionalidades diferentes que se renderam às forças curdas recentemente - informou uma autoridade militar à AFP nesta segunda-feira (11).

"Os peshmergas (combatentes curdos) nos entregaram 1.333 mulheres e filhos, membros de famílias de jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI)", declarou um oficial do Comando de Operações Conjuntas (JOC), que coordena a luta contra o EI no Iraque.

No final de agosto, as forças iraquianas reconquistaram o reduto jihadista de Tal Afar, no norte do país, na fronteira com o Curdistão iraquiano, depois de terem enfrentado uma forte resistência em Al Ayadieh, uma cidade mais ao norte, onde os últimos extremistas haviam-se entrincheirado.

"Essas centenas de mulheres e crianças se renderam às forças curdas no norte de Al Ayadieh", declarou o oficial, que pediu para não ser identificado.

"Nós os instalamos em um acampamento de deslocados perto de Mossul", a grande cidade do norte do país, localizada 70 km ao leste de Tal Afar, acrescentando que são de "14 nacionalidades diferentes".

Durante a batalha por Tal Afar, circularam imagens de jihadistas em fila, ou sentados no chão entre homens armados vestindo o uniforme dos peshmergas.

Segundo testemunhos recolhidos em aldeias vizinhas, dezenas de radicais se renderam aos peshmergas depois de ajudarem suas famílias a fugir para o leste e para Mossul, aproveitando o fluxo de pessoas deslocadas que deixaram Tal Afar.

A maioria dos comandantes peshmergas não quis comentar essas informações. Em um comunicado publicado no site do Partido Democrata do Curdistão (PDK), do presidente da região autônoma, Massud Barzani, um deles disse, porém, que "muitos jihadistas tentam se esconder entre os deslocados".

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AFP