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Membros das forças iraquianas em 26 de outubro de 2017

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O governo iraquiano anunciou nesta sexta-feira (27) uma suspensão de 24 horas de suas operações contra as forças curdas para tentar encontrar uma solução negociada, após violentos combates pelo controle de um posto fronteiriço estratégico.

Dispostas a castigar as finanças dos curdos no Iraque a na Síria, as autoridades iraquianas deram nesta sexta um ultimato aos combatentes curdos, os peshmergas, para que abandonem o posto fronteiriço de Faysh Khabur, que representa uma fonte de financiamento importante para eles.

Nesta sexta-feira, diante da expiração deste ultimato e por nenhuma das partes enfrentadas ter se movido, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou "a interrupção dos movimentos das Forças Armadas durante 24 horas" com efeito "imediato", principalmente "ao longo das fronteiras para evitar o confronto".

A ordem é aplicável para o conjunto das áreas que o Curdistão iraquiano e o poder central disputam, e busca "dar oportunidade a um comitê técnico, integrado pelas autoridades federais e do Curdistão, para que trabalhe na mobilização das forças federais" nesses territórios, afirmou em comunicado o chefe do governo iraquiano, também comandante em chefe do Exército.

Segundo um responsável curdo, a coalizão anti-extremista liderada pelos Estados Unidos, aliado do Iraque, mas também dos curdos do Iraque contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), foi a que levou Bagdá e Erbil às negociações.

A crise entre Erbil e Bagdá se agravou depois da organização em setembro na região autônoma curda de um referendo polêmico sobre a independência.

Em resposta, o governo central tomou dos peshmergas praticamente todos os setores disputados do país e agora controla a província petroleira de Kirkuk e partes da de Nínive, na fronteira com a Turquia.

Nesta última província, as forças iraquianas tomaram dos curdos o controle do posto fronteiriço de Rabiaa, que leva até a Síria, constatou um fotógrafo da AFP.

- Proteger um oleoduto -

Segundo o governo, as tropas iraquianas conquistaram nas últimas 24 horas alguns povoados próximos ao posto fronteiriço de Faysh Khabur na sequência de violentos combates. Entretanto, os curdos negaram ter cedido terreno durante essa ofensiva.

O Iraque tenta proteger o acesso de seu oleoduto até o porto turco de Ceyhan tomando o posto fronteiriço e a zona de Faysh Khabur, situada ao extremo de um triângulo formado pelos territórios turco, sírio e iraquiano.

O posto se encontra no limite da província de Dohuk, sob a autoridade da região autônoma do Curdistão iraquiano, embora Bagdá assegure que a Constituição lhe dá o controle da fronteira.

A área de Faysh Khabur, uma faixa de 10 quilômetros, é contígua às zonas controladas na Síria pelas Unidades de Proteção Popular curdas (YPG), onde ficam "os campos petroleiros de Rumeylan e de Cratshuk", segundo o responsável iraquiano.

As YPG, aliadas de Washington na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI), estão vinculadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) turco, considerado como "terrorista" por Ancara e seus aliados ocidentais.

A zona de Faysh Khabur é transitada pelos caminhões-cisterna que transportam petróleo de dois campos petroleiros da Síria até o Iraque e a Turquia, onde é contrabandeado.

- Combates contra o EI -

Entretanto, na frente dos combates contra o EI na província ocidental de Al-Anbar, perto da fronteira com a Síria, um general iraquiano afirmou à AFP que suas tropas, apoiadas pelos combatentes tribais, "enfrentaram nesta sexta-feira os extremistas no sul da região de Al-Qaim, disparando mísseis e utilizando sua artilharia".

No segundo dia da ofensiva contra o último bastião do EI no Iraque, várias fontes militares anunciaram a morte de cerca de 20 combatentes extremistas e de três membros das unidades paramilitares do Hashd Al Shaabi.

A batalha tem por objetivo asfixiar o EI em seu último reduto, no vale médio do Eufrates, da província síria de Deir Ezzor até Al-Qaim.

Na província de Deir Ezzor, seu último bastião na Síria, o EI é atacado em duas ofensivas, uma do regime e outra da coalizão curdo-árabe.

Trata-se do "último grande combate contra o EI", afirmaram recentemente generais americanos da coalizão internacional comandada por Washington.

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AFP