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Anis Hanachi após a sua prisão na cidade italiana de Ferrara

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Anis Hanachi, irmão mais velho do tunisiano que matou duas mulheres este mês em Marselha, combateu na Síria - anunciaram autoridades italianas nesta segunda-feira (9), após a sua detenção no norte do país.

Tinha "um passado como 'foreign fighter' (combatente estrangeiro) na Síria", declarou Claudio Galzerano, responsável do serviço antiterrorista internacional da Polícia italiana, durante entrevista coletiva em Roma.

Os investigadores franceses suspeitam de que Anis Hanachi tenha sido cúmplice do assassinato das duas jovens em Marselha, em 1º de outubro passado.

"Uma hipótese que ainda deve ser comprovada é se foi ele quem doutrinou seu irmão Ahmed e provocou sua radicalização", acrescentou Lamberto Giannini, chefe do antiterrorismo italiano.

O detido não quis colaborar até o momento, disseram as autoridades italianas.

A França já pediu sua extradição e espera que aconteça rapidamente.

Em 3 de outubro, as autoridades francesas avisaram Roma da possível presença de Anis Hanachi na Itália alguns dias antes. A Polícia italiana descobriu que esteve em Ligúria, em 4 de outubro, antes de detê-lo no sábado em Ferrara, ao norte de Bolonha, enquanto estava de bicicleta.

Seu único rastro na Itália remontava a 2014, quando chegou ao país a bordo de uma embarcação de imigrantes e foi enviado direto para a Tunísia. Esse passou a ser o procedimento adotado pelo governo local com a maioria dos tunisianos em situação clandestina que desembarcam na costa italiana.

Em 1º de outubro, Ahmed Hanachi, de 29, matou duas mulheres na estação Saint-Charles de Marselha, antes de ser abatido pela Polícia.

Ele viveu vários em Aprília, ao sul de Roma, onde deixou, sobretudo, a lembrança de um homem com problemas de álcool e de drogas.

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do duplo assassinato de Marselha, mas os investigadores franceses ainda não encontraram qualquer elemento que vincule o assassino à organização extremista.

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AFP