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Reprodução de vídeo a partir de imagem de satélite mostra o olho do furacão Irma passando próximo às Florida Keys e acima de Cuba

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O gigantesco furacão Irma atingiu neste domingo a Flórida, onde já provocou três mortes em acidentes de trânsito e inundou cidades, após deixar um rastro de destruição no Caribe.

Nos últimos dias, Irma provocou inundações no norte de Cuba e arrasou diversas ilhas do Caribe, matando 27 pessoas.

As autoridades da Flórida anunciaram três mortes em acidentes de trânsito provocados pelos fortes ventos e chuvas intensas.

A policial Julie Bridges, 42 anos, faleceu neste domingo em uma colisão frontal perto da cidade de Sarasota, na costa oeste da Flórida, informou o xerife Arnold Lanier.

"Ela trabalhou a noite toda em um abrigo e seguia para casa para pegar alguns mantimentos no momento do acidente", disse o oficial.

Outro motorista morreu em um acidente quando seguia para o trabalho.

A terceira vítima foi um homem que faleceu no sábado em um acidente perto de Key West, em Florida Keys, primeiro conjunto de ilhas do estado atingido pelo Irma. O caminhão dele bateu em uma árvore.

Irma atingiu o conjunto das ilhas de Florida Keys como furacão de categoria 4, com rajadas de vento intensas de até 215 km/h, mas caiu para a categoria 3, com ventos de até 195 km/h, e por volta das 18H00 GMT (15H00 Brasília) se encontrava 55 km ao sul de Naples, sobre a costa oeste do Estado, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC), que prevê um grandes aumento da maré em Naples e Marco Island.

Naples, Fort Myers e as densamente povoadas penínsulas da baía de Tampa (oeste da Flórida) estão sob ameaça de marés de até 4,5 metros.

"Estamos a ponto de ser atingidos na cara por esta tempestade", disse o prefeito de Tampa, Bob Buckhorn.

Em Miami, Irma derrubou dois guindastes de construção e inundou ruas neste domingo, segundo moradores da cidade, que publicaram fotos nas redes sociais.

As imagens mostram o braço de um guindaste na rua 3 que partiu e atingiu o teto de um prédio em uma zona da cidade onde é frequente a construção de prédios muito altos e com vista para o mar.

Um morador de Miami que se refugiou em Brickell, bairro vizinho à zona de prédios ao sul do centro da cidade, disse que viu um segundo guindaste cair, enquanto a região era inundada.

A maior preocupação das autoridades em Miami são os guindastes, alguns para a construção de prédios de 50 andares, com mais de 243 metros de altura.

Imagens de TV mostravam o mar invadindo o calçadão da Brickell Avenue e inundando ruas, e carros com água até a metade.

"Está inundado pela alta da maré, que passa sobre as barreiras do mar", disse à AFP Steven Schlacknam, um artista de 51 anos, que permaneceu em seu apartamento com vista para o oceano. "O cais de madeira praticamente desapareceu".

Em Key Haven, na ponta do arquipélago, Maggie Howes descreveu uma tempestade de violência sem precedentes.

"Os barcos estão literalmente quebrados, as palmeiras estão no chão, as linhas de energia elétrica estão caindo", afirmou por telefone ao canal CNN a socorrista, que torce pelo fim do furacão.

"É absolutamente impossível sair no momento. Ninguém consegue suportar os ventos que observo pela janela", completou.

Apesar das ordens de evacuação obrigatórias, muitos moradores optaram por permanecer nesta faixa de terra de baixa altitude e suscetível a inundações.

"Não sabemos exatamente quantas pessoas ficaram nos Keys. Os ventos chegaram a 215 km/h, a chuva a entre 25 e 60 centímetros. É uma zona muito baixa. A maré chega a 4,6 metros. Espero que todos tenham escutado as instruções", disse o governador da Flórida, Rick Scott, ao canal ABC.

- Fortes inundações em Cuba -

Cuba, que foi afetada pelo Irma na sexta-feira, registrava fortes inundações no litoral noroeste, de Matanzas a Havana, "com ondas de entre 6 e 9 metros", informou o Instituto de Meteorologia cubano.

A água do mar, que atingiu o simbólico Malecón, avançou 250 metros na capital. Ao menos 1,5 milhão de moradores abandonaram suas casas na ilha, onde os ventos derrubaram árvores e postes de energia elétrica.

Em algumas zonas, especialmente no bairro de Vedado, próximo ao centro de Havana, o mar avançou mais de 500 metros, constatou a AFP.

As autoridades não anunciaram vítimas fatais, e sim "danos materiais significativos".

Agora, o poderoso furacão afeta os Estados Unidos.

Quase 6,3 milhões de habitantes, o que representa mais de 25% da população da Flórida, receberam ordem de evacuação, o que criou "cidades fantasma".

A cidade de Fort Lauderdale, 50 km ao norte de Miami, registrou um tornado. As autoridades emitiram advertências em vários condados.

A trajetória do furacão registrou uma leve mudança e parece que seguirá mais para a costa oeste do que para a costa atlântica, mas o fenômeno é tão amplo que especialistas preveem destruição nas duas pontas.

Irma provocou devastação em muitas ilhas do Caribe e deixou pelo menos 27 mortos: 10 na parte francesa e quatro na área holandesa de Saint Martin, quatro nas Ilhas Virgens americanas, seis nas Ilhas Virgens britânicas e no arquipélago de Anguilla, dois en Porto Rico e um em Barbuda.

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AFP