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População se prepara para chegada do furacão Irma, em Hallandale, no sul da Flórida, em 6 de setembro de 2017

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O furacão Irma terá um impacto "realmente devastador" quando chegar à costa americana da Flórida - afirmou o diretor da Agência de Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês), Brock Long, em entrevista à rede CNN.

Long advertiu a população, sobretudo, para que siga as ordens de evacuação emitidas pelas autoridades na Flórida e em outros estados no sudeste do país.

O furacão de categoria cinco já causou mortes e destruição no Caribe e sua chegada à Flórida é esperada para este fim de semana.

"A maior parte das pessoas ao longo da costa (americana) nunca experimentou um furacão como este. Será realmente devastador", advertiu Long.

Irma pode ser o quarto furacão de categoria cinco a atingir os Estados Unidos desde 1851 e o primeiro desde o Andrew, em 1992, apontou Long. A categoria cinco é a mais alta na escala de Saffir-Simpson.

Já foram emitidas ordens de evacuação obrigatória na Flórida e em zonas costeiras da Gerórgia, mas medidas similares são esperadas para as Carolinas do Sul e do Norte nas próximas 48 horas, segundo Long.

"Todo o sudeste dos Estados Unidos deve se manter seguro e manter atenção", frisou.

Já estão em vigor ordens de evacuação em partes de Miami, inclusive de Miami Beach, uma das zonas turísticas mais populares do país.

O prefeito de Miami Beach, Philip Levine, alertou que o Irma pode ter um impacto de proporção "nuclear" e pediu a todos que fiquem o mais longe possível da zona estimada de sua trajetória.

"Eu recomendo fortemente que deixem Miami Beach. Vocês têm amigos, têm família - vão visitá-los", disse ele à CBS4 News, na noite desta quarta-feira.

"Esse é um furacão nuclear. Eles devem sair da praia, eles têm que sair da praia", insistiu.

A Fema, que ainda está conturbada com os efeitos da passagem da tempestade Harvey pelos Estados Unidos, mobilizou cerca de 3 mil funcionários federais para lidar com a emergência.

Três navios estão ancorados na costa de Porto Rico "para apoiar missões de salvamento", completou Long.

Em meio à situação de alerta, o presidente Donald Trump tuitou "sejam prudentes, permaneçam em lugares seguros!".

"Dispomos de equipes com gente talentosa e corajosa no local e disposta a ajudar", ressaltou.

- Mais caro da história -

De acordo com cálculos da agência Enki Research, que levam em conta o valor das propriedades que podem ser destruídas, o Irma poderia ser o furacão mais caro da história, causando perdas de 120 bilhões de dólares nos Estados Unidos e em ilhas do Caribe.

Apenas em algumas das cidades mais ricas dos Estados Unidos, como Miami, West Palm Beach e Fort Lauderdale, os custos poderiam chegar a 100 bilhões de dólares, disse Chuck Watson, fundador da agência.

"Se somarmos os estragos provocados em outras áreas, poderia ser o furacão mais caro da história", indicou.

Considerando apenas os dados dos Estados Unidos, o Irma pode ser um pouco menos devastador, em termos financeiros, que o Katrina, que assolou a Louisiana em 2005 e causou prejuízo estimado de 118 bilhões de dólares.

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AFP