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Bjarni Benediktsson

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Os islandeses vão às urnas no sábado para eleger um novo parlamento, na quinta eleição geral desde 2007, depois de um novo escândalo político que derrubou o primeiro-ministro conservador Bjarni Benediktsson.

Em setembro, Benediktsson, o líder do Partido da Independência, anunciou que seriam realizadas eleições antecipadas, depois que seu aliado governamental, o partido de centro Futuro Radiante, se retirou da coalizão, apenas nove meses depois de sua chegada ao poder, resultado de longas negociações.

O Futuro Radiante acusou o primeiro-ministro de ter encoberto seu pai em um escândalo judicial.

O código penal do país tem uma polêmica disposição legal que permite que, após cumprirem sua pena, pessoas condenadas apaguem seu registro de antecedentes criminais, desde que três pessoas consideradas moralmente corretas lhes respaldem por escrito.

Por causa desta lei, um homem condenado em 2004 a cinco anos e meio de prisão por estuprar quase diariamente sua filha adotiva ao longo de 12 anos recebeu uma carta de Benedikt Sveinsson, pai do atual primeiro-ministro.

Os opositores acusaram o político de saber disso desde julho, mas não ter informado seus colegas da coalizão até que ser forçado a fazê-lo por uma comissão parlamentar.

Desde então, o governo prometeu revisar o código penal. Essa norma continua sendo muito polêmica, após a revelação de um caso similar, envolvendo um ex-procurador condenado também por pedofilia.

- Longas negociações -

Segundo as pesquisas, o partido conservador teria entre 20 e 25% das preferências em um universo de 250.000 eleitores, equiparado com o movimento Esquerda Verde, que promove o bem-estar social diante dos desafios econômicos defendidos pela direita.

Os resultados serão conhecidos no fechamento das sessões de votação, por volta das 20h00 (de Brasília), mas este tipo de eleição sem segundo turno não permite esclarecer o vencedor, já que o governo é formado depois de negociações que podem ser mais ou menos longas

"A questão é saber se será possível formar um governo", explicou à AFP Arnar Thor Jonsson, professor de direito da Universidade de Reykjavík.

Em janeiro de 2017, o Partido da Independência, que conta com um terço dos deputados do atual Parlamento, saiu vitorioso das negociações para formar governo com Benediktsson como seu líder.

O político de 47 anos foi antes ministro das Finanças e seu nome foi mencionado no escândalo dos "Panama Papers", desatado em 2016 e que envolveu 600 islandeses como donos de fundos em paraísos fiscais.

O caso fez cair o governo de David Gunnlaugsson, que teve de convocar eleições.

Se a direita perder as eleições de sábado, a pequena ilha do Atlântico norte pode ser governada por uma maioria de centro-esquerda pela segunda vez desde a proclamação da República, em 1944.

Enquanto esteve no poder, a esquerda presidiu a redação de uma nova Constituição, que fez o país se converter em um exemplo na luta contra a corrupção.

Depois de uma espetacular recuperação a partir de 2010, a ilha registrou um crescimento de 3,4% no segundo trimestre de 2017 e, em 2016, teve uma expansão de 7,2%, com uma taxa de desemprego n de 2,5%.

"Neste sentido, seria surpreendente que o Partido da Independência, no poder desde 2013, não tenha um bom apoio", afirmou Hannes Gissurarson, professor de Ciências Políticas da Universidade da Islândia.

Mesmo com os escândalos que agitam a classe político e o fato de o primeiro-ministro também ser acusado de tr vendido todos seus ativos um pouco antes da estatização de um banco durante a crise financeira de 2008, parte do eleitorado deve confirmar sua confiança nele.

Desde o fim da Segunda Guerra, o Partido da Independência assumiu a chefia de Governo 14 vezes em um total de 27 mandatos.

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AFP