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Alejandro Toledo

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Israel anunciou neste domingo que negará a entrada do ex-presidente peruano Alejandro Toledo, agora fugitivo e contra quem pesa uma ordem de prisão internacional por receber propinas de 20 milhões de dólares da empresa Odebrecht.

"Toledo será autorizado a entrar em Israel apenas quando seus assuntos pendentes no Peru estiverem solucionados", afirmou, em um comunicado, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Emmanuel Nahshon.

Lima suspeita que Toledo possa buscar refúgio nos Estados Unidos ou Israel, já que sua esposa, Eliane Krap, tem essas cidadanias, além de francesa e belga.

Os Estados Unidos, por sua vez, pediram ao Peru mais documentos que apoiem a eventual prisão de Toledo, que pode estar foragido em San Francisco, segundo o ministro do Interior peruano, Carlos Basombrío.

"As autoridades dos Estados Unidos pediram à Promotoria (peruana) a fundamentacão do por que um juiz americano deveria dar uma ordem para prender o ex-presidente. Esse pedido de prisão se encontra em 'stand by', à espera que se complete a informação", explicou Basombrío.

O ministro afirmou que os documentos deverão estar prontos a partir desta segunda-feira e que, apesar de uma ordem de prisão internacional ter sido expedida através da Interpol, cada país é sobreano de aplicá-la de acordo com suas normas.

O governo peruano anunciou na sexta-feira que o ex-presidente estaria nos Estados Unidos e que, de lá, tentaria partir para Israel.

"Recebemos informação de uma fonte confiável de que o ex-presidente Alejandro Toledo Manrique se encontra em São Francisco, nos Estados Unidos da América", disse a presidência do Conselho de Ministros em um comunicado.

"Nesse sentido, as autoridades desse país foram alertadas, por meio de sua embaixada no Peru e da nossa, nos Estados Unidos, da possível localização do ex-presidente Toledo. Solicitou-se às autoridades de EUA que colaborem com sua detenção e expulsão", acrescentou a nota.

"De acordo com as mesmas fontes, existiria o risco de fuga para o Estado de Israel. As autoridades do Estado de Israel também foram alertadas da possibilidade de que o requisitado queira ingressar em seu país", acrescentou.

Toledo, que já foi o paladino da democracia no Peru, enfrenta uma ordem de prisão internacional e reclusão, acusado de receber propinas da Odebrecht.

Além disso, Lima anunciou uma recompensa de 100.000 soles (30.000 dólares) a quem oferecer informações sobre o paradeiro de Toledo.

Aos 70 anos, Toledo está a ponto de virar o segundo ex-presidente peruano nas últimas três décadas a ser levado para a prisão por um caso de corrupção, depois de Alberto Fujimori, de quem foi um ferrenho opositor.

Toledo, que governou o país entre 2001 e 2006, é acusado pelo ex-representante da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, de ter recebido 20 milhões de dólares para ajudar a empreiteira a vencer a licitação da obra de uma rodovia que liga o Peru ao Brasil.

AFP