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Soldados israelenses observam dois minutos de silêncio pelo Dia da Memória, em Latrun, em 1º de maio de 2017

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Israel observou nesta segunda-feira dois minutos de silêncio, enquanto as sirenes soavam por todo o país por ocasião do Dia da Memória, um dia de homenagem aos israelenses mortos por sua pátria.

Durante uma cerimônia realizada no cemitério nacional no Monte Herzl em Jerusalém, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu devolver as suas famílias os restos de dois soldados que Israel declarou mortos durante a última guerra na Faixa de Gaza, desencadeada durante o verão (boreal) de 2014.

Os restos dos soldados Hadar Goldin e Oron Shaul estariam nas mãos do movimento palestino islamita Hamas, que controla o enclave e que mantém uma ambiguidade sobre o destino dos dois soldados.

Israel presta homenagem no Dia da Memória a 23.544 militares e civis mortos desde 1860, ano que considera o primeiro do conflito com os palestinos, quando colonos judeus fundaram seu primeiro bairro fora da Cidade Velha de Jerusalém.

O Estado de Israel foi criado em 1948, o que é celebrado a partir da noite desta segunda-feira, com o início das comemorações do chamado Dia da Independência.

"Esta noite, quando a bandeira votar a ser içada no alto do mastro, saberemos que o Estado de Israel é um verdadeiro consolo, a realização do sonho de muitas gerações", disse Netanyahu.

Como em todos os anos, são publicadas as estatísticas populacionais. De acordo com o Escritório Central de Estatísticas, em Israel há 8,68 milhões de habitantes - entre os quais 74,7% são judeus e 20,8% árabes israelenses, ou seja, os descendentes dos palestinos que permaneceram em suas terras em 1948.

Além disso, se somam cerca de 300.000 palestinos de Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, a maioria dos quais não tem nacionalidade israelense.

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