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Pessoas param e permanecem em silêncio no centro de Jerusalém, em 24 de abril de 2017, como homenagem às vítimas do nazimo

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Israel observou dois minutos de silêncio nesta segunda-feira, uma tradição anual, para recordar o Dia da Shoa e prestar homenagem aos seis milhões de judeus vítimas do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Às 10H00 locais (4H00 de Brasília), os motoristas desceram de seus veículos, os ônibus pararam, assim como os pedestres, que se reuniram nas ruas. As escolas também respeitaram dois minutos de silêncio.

Todas as emissoras de rádio e televisão divulgam e exibem desde domingo à noite depoimentos, documentários e filmes dedicados ao genocídio.

As precárias condições de vida de muitos sobreviventes residentes em Israel foram muito comentadas na imprensa.

Mais de 213.000 resgatados do Holocausto vivem em Israel em 2017, grande parte deles abaixo da linha da pobreza, de acordo com as organizações de ajuda às vítimas.

No domingo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ameaçou "destruir" os que pedem a aniquilação de Israel em uma cerimônia no Yad Vashem, o memorial do Holocausto de Jerusalém.

"O Irã e o Estado Islâmico querem nos destruir e o ódio aos judeus hoje está dirigido contra o Estado judeu", afirmou Netanyahu, em referência ao grupo extremista.

"De povo indefeso passamos a ser um Estado com uma das capacidades defensivas mais fortes do mundo", completou.

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