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Palestinos queimam pneus diante da vala que separa Israel da Faixa de Gaza, em 12 de outubro de 2018.

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O ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman, decretou o encerramento "imediato" das entregas de combustível à Faixa de Gaza, em razão da violência e dos protestos contra Israel no enclave palestino.

"Após sérios incidentes na Faixa de Gaza, o ministério da Defesa determinou o fim imediato da entrega de combustível", destaca o comunicado publicado nesta sexta-feira.

A Faixa de Gaza está sob um severo bloqueio israelense e as condições de vida de seus habitantes não param de se degradar.

A ONU obteve um acordo, que entrou em vigor esta semana, para fornecer combustível ao enclave destinado à geração de energia.

Após o acordo, o enclave recebeu combustível pago pelo Qatar, um dos principais apoiadores do movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

A entrega, destinada a única central elétrica de Gaza, tinha por objetivo reduzir a tensão no enclave.

Atualmente, os habitantes da Faixa de Gaza tem apenas quatro horas de energia elétrica por dia.

Sete palestinos morreram nesta sexta-feira em confrontos com as forças israelenses na fronteira da Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do enclave.

O Ministério confirmou a morte de quatro palestinos a leste do campo de refugiados de Al Bureji (centro do enclave), e de outros três a leste de Gaza e perto de Rafah (sul).

Os seis homens tinham entre 17 e 29 anos.

Nenhum soldado israelense ficou ferido, acrescentou.

O Exército hebreu afirmou que abriu fogo e matou um número indeterminado de palestinos depois que eles explodiram um artefato na vala que separa os dois territórios e entraram em Israel, em direção a uma posição do Exército.

"Vários agressores se dirigiram a uma posição do Exército e os soldados israelenses abriram fogo em sua direção", segundo o comunicado oficial.

Ao menos 20 palestinos participaram de "um ataque organizado" e cruzaram a vala que separa Gaza e Israel, após o lançamento de um artefato explosivo, revelou o Twitter o porta-voz do Exército hebreu Jonathan Conricus.

Cinco agressores tentaram atacar uma base militar e foram mortos, precisou Conricus.

Desde 30 de março, a fronteira com Israel é palco de uma maciça mobilização contra o bloqueio imposto há dez anos pelo Estado hebreu.

Nesta sexta, cerca de 14 mil de palestinos se reuniram em diferentes pontos da fronteira, informou o Exército de Israel.

Ao menos 204 palestinos foram mortos a tiros desde o fim de março, a maioria deles em manifestações e confrontos na fronteira. Israel, por sua vez, perdeu um soldado.

A Faixa de Gaza foi palco de três guerras desde 2008 entre Israel e o Hamas, e cerca de 80% de seus dois milhões de habitantes precisam de ajuda humanitária, segundo a agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA).

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AFP