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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, em 23 de abril de 2017

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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu respondeu neste domingo às preocupações dos Estados Unidos sobre uma eventual transferência da embaixada deste país para Jerusalém.

O presidente Donald Trump havia prometido durante sua campanha eleitoral deslocar a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém, cujo estatuto é um dos pontos mais espinhosos do conflito Israel-Palestina. Por enquanto, nenhuma medida sobre isso foi tomada.

Os palestinos e o mundo árabe se opõem ferozmente a este projeto, enquanto a comunidade internacional adverte sobre os novos distúrbios que a mudança poderia provocar.

Neste domingo, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, declarou à rede americana NBC que Trump ainda precisa avaliar se a mudança ajudará ou prejudicará o processo de paz.

"O presidente é muito prudente (e tenta) compreender o impacto que essa decisão pode ter sobre o processo de paz", declarou Tillerson, sugerindo que Israel poderá fazer algumas reflexões sobre isso.

Netanyahu se empenhou para eliminar qualquer dúvida -e se adiantou a qualquer crítica em seu governo de direita conservadora- em um comunicado publicado por seu gabinete.

"A posição de Israel tem sido frequentemente expressa ao governo americano e ao mundo", lembrou. "A transferência da embaixada americana para Jerusalém não só não prejudicará o processo de paz, como o fará progredir, corrigindo uma injustiça histórica e desmontando a retórica palestina segundo a qual Jerusalém não é a capital de Israel".

Israel considera o conjunto de Jerusalém, incluindo a parte oriental ocupada e anexada em 1967, como sua capital indivisível. Os palestinos, que são cerca de um terço da população da cidade, querem que a parte oriental seja a capital do Estado que desejam.

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