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James P. Allison e Tasuku Honjo vencem o Nobel de Medicina por revolução no tratamento do câncer

O japonês Tasuku Honjo (E) e o americano James P. Allison (D), em 18 de setembro de 2014 em Taiwan quando receberam o prêmio Tang afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. outubro 2018 - 10:53
(AFP)

O americano James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo são os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina em 2018 por seus trabalhos que revolucionaram o tratamento do câncer, anunciou nesta segunda-feira o júri.

Os dois cientistas foram premiados "pela descoberta de uma terapia contra o câncer por meio da inibição da regulação imuno negativa", anunciou a Assembleia Nobel do Instituto Karolinska de Estocolmo.

A terapia inibe as proteínas geradas por algumas células imunológicas, assim como algumas células cancerígenas.

As proteínas podem evitar que as defesas naturais do corpo matem as células cancerígenas. O objetivo da terapia é permitir que o sistema imunológico atue mais rápido para combater o câncer.

"Sonhava com isso, mas não pensei que aconteceria. Me parecia demais", afirmou Allison, 70 anos, à agência de notícias sueca TT.

Allison, professor da Universidade do Texas, e Honjo, professor da Universidade de Kyoto, foram premiados em 2014 por suas pesquisas com o prêmio Tang, considerado a versão asiática do Nobel.

Os dois dividirão o prêmio de 1,01 milhão de dólares concedido aos vendedores.

O rei Carl XVI Gustaf da Suécia entregará o prêmio em uma cerimônia em Estocolmo em 10 de dezembro, data do aniversário da morte, em 1896 de Alfred Nobel, que registrou em seu testamento o desejo da criação do prêmio.

No ano passado, três geneticistas americanos foram premiados com o Nobel de Medicina por suas pesquisas sobre o relógio biológico, que ilustra a adaptação do corpo aos ciclos do dia e da noite, assim como os transtornos do sono.

Na terça-feira será anunciado o Nobel de Física, seguido pelo de Química na quarta-feira e de Economia na próxima segunda-feira.

Na sexta-feira será revelado em Oslo o vencedor do Nobel de la Paz.

Pela primeira vez desde 1949, o anúncio do Nobel de Literatura será adiado por um ano pela Academia Sueca, que enfrenta um escândalo vinculado ao movimento #MeToo, com divisões internas e a renúncia de vários membros, o que impede o funcionamento normal da instituição.

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