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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em Brasília, em 1º de agosto de 2017

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra vários políticos do PMDB no Senado por formação de organização criminosa e desvio de dinheiro público.

A denúncia envolve os senadores Edison Lobão (MA), Jader Barbalho (PA), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO), e o ex-senador e ex-presidente José Sarney.

Segundo as investigações, os políticos receberam quase 1 bilhão de reais em propinas pagas por fornecedores da Petrobras e sua subsidiária Transpetro.

A denúncia revela indícios de que o grupo mantinha controle sobre as diretorias Internacional e de Abastecimento da Petrobras, além da Transpetro, para obter propinas de fornecedores da estatal.

Janot pede a prisão e a perda de mandato dos senadores, e a restituição de 200 milhões de reais, sob a forma de devolução do dinheiro e de indenizações por danos morais.

O valor restante desviado será cobrado em outros processos, destacou a PGR.

As investigações apontaram que os seis políticos do PMDB e o ex-senador pelo PSDB e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado receberam exatamente R$ 864,5 milhões em propina, com prejuízo de R$ 5,5 bilhões para a Petrobras e de R$ 113 milhões para a Transpetro.

A denúncia afirma que o grupo obteve cargos na Petrobras e na Transpetro em troca do apoio dado ao governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Os agentes políticos, plenamente conscientes das práticas indevidas que ocorriam na Petrobras, tanto patrocinavam a nomeação e manutenção dos diretores e dos demais agentes públicos no cargo, quanto não interferiam nem fiscalizavam devidamente o cartel e irregularidades subjacentes", destaca a denúncia.

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AFP