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O procurador-geral Rodrigo Janot durante seminário de combate à corrupção em 19 de junho em Brasília

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) as prisões do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, de Ricardo Saud, executivo do grupo, e do ex-procurador Marcelo Miller, segundo a imprensa.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo não comentaram o pedido, que foi feito sob sigilo.

A decisão será tomada pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo.

Caso Fachin autorize as prisões, o acordo de delação premiada firmado entre a JBS e a PGR deverá ser rescindido, como está previsto no caso de mentira, omissão ou sonegação de provas por parte do colaborador.

Na segunda-feira, a PGR informou que novos áudios entregues pelos delatores da JBS indicavam a atuação de Marcelo Miller na "confecção de propostas de colaboração" do acordo fechado entre o grupo e o MPF, além da suspeita de omissão de informações.

Nas gravações, Joesley e Ricardo Saud falam sobre a intenção de usar Miller para se aproximar de Janot. Joesley admitiu que se encontrou com Miller em fevereiro, quando ainda era membro do Ministério Público.

Miller integrou a equipe da Lava Jato na PGR em Brasília, e mesmo após ser transferido para a Procuradoria no Rio de Janeiro, continuou atuando como colaborador da operação.

Em 5 de abril, ele deixou a Procuradoria após pedir exoneração, e uma semana depois já participava de reuniões como advogado de um escritório ligado às negociações do acordo de leniência da J&F, holding da JBS.

A conversa em que Joesley e Saud falam sobre a ajuda de Miller ao grupo foi gravada em março, quando ele ainda integrava o Ministério Público.

Joesley e Saud prestaram novos depoimentos ao Ministério Público Federal, em Brasília, na quinta-feira, e Marcelo Miller foi ouvido nesta sexta, no Rio de Janeiro.

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AFP