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O líder norte-coreano, Kim Jong-Un (C), inspeciona o que o regime de Pyongyang afirma que era uma bomba de hidrogênio miniaturizada

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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, apoiou nesta quarta-feira (20) a posição dos Estados Unidos em um eventual uso da força contra a Coreia do Norte, ao considerar que o tempo do diálogo sobre o programa armamentista do país se esgotou.

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, Abe disse que "não há muito mais tempo disponível" para tomar medidas contra Pyongyang, que nas últimas semanas detonou uma bomba nuclear sem precedentes e disparou uma série de mísseis que sobrevoaram o território japonês.

"Apoiamos em consequência a posição dos Estados Unidos de (que) 'todas as opções estão sobre a mesa'", disse Abe, um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, ameaçar "destruir totalmente" a Coreia do Norte em caso de ataque.

Abe disse que a comunidade internacional tentou muitas vezes chegar a um acordo negociado com a Coreia do Norte.

"Mais de uma vez, as tentativas de resolver os problemas através do diálogo se reduziram a nada. Em que esperança de êxito estamos repetindo o mesmo fracasso pela terceira vez?", disse.

"O que se necessita para fazer isso não é diálogo, mas pressão", acrescentou.

O premiê japonês mostrou-se alarmado pelos avanços militares norte-coreanos que, segundo disse, põem o regime de Kim Jong-Un próximo a dominar as bombas de hidrogênio e os mísseis balísticos intercontinentais, que poderiam alcançar os Estados Unidos.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou na semana passada a oitava série de sanções para pressionar Pyongyang a renunciar a seus programas balístico e nuclear proibidos.

Abe exigiu a aplicação estrita destas sanções, que preveem um embargo sobre as exportações de gás para a Coreia do Norte, uma limitação nas exportações de petróleo e de produtos refinados e a proibição das exportações norte-coreanas de produtos têxteis.

Mas anos de sanções tiveram efeitos limitados na Coreia do Norte, que apela à sua autossuficiência e conta com a vizinha China como salvaguarda econômica.

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AFP