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O presidente norte-coreano, Kim Jong-un, confirma teste de bomba de hidrogênio

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O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, pediram a Vladimir Putin, nesta quinta-feira (7), apoio a novas sanções contra a Coreia do Norte, apesar de o presidente russo não acreditar em sua eficácia.

Abe e Jae-in apoiam o embargo de petróleo promovido pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU. Já a Rússia insiste na necessidade de diálogo com Pyongyang. Embora também defenda a negociação, a China acabou dando seu sinal verde para as "medidas necessárias" das Nações Unidas.

"A comunidade internacional deve se unir para pôr a máxima pressão possível sobre a Coreia do Norte", disse Abe em discurso durante um fórum econômico em Vladivostok, no extremo-oriente russo.

Putin e Moon Jae-in também participam do evento.

"Temos de forçar a Coreia do Norte a aplicar imediata e plenamente todas as resoluções apropriadas do Conselho de Segurança da ONU e a abandonar seu programa de mísseis nucleares de maneira completa, verificável e irreversível", insistiu.

Segundo Abe, "a Coreia do Norte lança um evidente desafio à paz, à prosperidade, à lei e à ordem na região e até no mundo inteiro".

No domingo passado, a Coreia do Norte anunciou ter realizado com sucesso um teste nuclear com uma bomba H, a mais potente já testada pelo regime de Pyongyang. O episódio deflagrou uma onda de condenações internacionais.

Segundo o Japão, esse ensaio gerou uma potência de 160 quilotons, dez vezes mais do que a bomba americana lançada sobre Hiroshima em 1945.

Em vez de recuar, Pyongyang organizou na quarta-feira grandes cerimônias de homenagem aos cientistas que fizeram o teste, com fogos de artifício e a presença de uma multidão.

- 'O maior castigo' -

Hoje, o presidente sul-coreano avaliou que "chegou a hora de sanções mais severas" e disse esperar que essas medidas tenham o apoio da Rússia.

A seu lado, Putin manteve sua posição de se opor às sanções e defender o diálogo.

"Com esses atos, Pyongyang cria, desde já, uma grave ameaça para a paz e para a segurança na região" admitiu.

"Mas estou convencido de que se poderá evitar um conflito em larga escala (...) na região e que poderemos resolver o conflito por meios diplomáticos", acrescentou, apelando para o "senso comum".

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, partidário de uma linha-dura, pareceu moderar suas declarações dos últimos dias, afirmando que uma ação militar não é sua "primeira opção".

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, anunciou, por sua vez, também nesta quinta, que prepara novas sanções contra a Coreia do Norte, em complemento às que já são impostas pela ONU.

"Hoje, vou propor aos ministros trabalhar nos próximos dias para aumentar as sanções autônomas da UE", disse Federica ao chegar a uma reunião de ministros da Defesa e das Relações Exteriores do bloco em Tallinn.

Os Estados Unidos, seus aliados europeus e o Japão negociam novas sanções da ONU contra a Coreia do Norte, mas a posição de Rússia e China ainda é relativamente incerta. Ambos têm direito de veto no Conselho de Segurança.

Tanto Pequim quanto Moscou defendem uma "dupla moratória": dos testes norte-coreanos, assim como das manobras militares conjuntas de Estados Unidos e Coreia do Sul. Estes dois últimos consideram que se trata de uma "dissuasão necessária".

Segundo Pequim, "as sanções e as pressões" sobre o regime de Kim Jong-un representam "metade da solução", que se completa com "diálogo e negociação".

"Apenas se desencadearmos essas duas medidas ao mesmo tempo poderemos desbloquear a questão nuclear na península (...) Nenhuma das duas deve ser ignorada", insistiu o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi.

O presidente chinês, Xi Jinping, e a chanceler alemã, Angela Merkel, conversaram hoje por telefone. Na conversa, defenderam um "aumento das sanções contra a Coreia do Norte", insistindo, contudo, em "promover o diálogo para encontrar uma solução pacífica" para o conflito.

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AFP