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A JBS anunciou um plano de venda de ativos para tentar se levantar em meio a uma tempestade político-judicial que pode derrubar o presidente Michel Temer

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A JBS anunciou nesta terça-feira um plano de venda de ativos para tentar se levantar em meio a uma tempestade político-judicial que pode derrubar o presidente Michel Temer.

O escândalo envolvendo o dono do grupo, Joesley Batista, não só fragilizou o governo, como também teve um alto preço para a empresa, que desde o início da crise, há um mês, teria perdido 8,6 bilhões de reais de seu valor de mercado, segundo o site de notícias G1.

A JBS decidiu se desfazer de várias de suas operações no Brasil e no exterior com o objetivo de obter 6 bilhões de reais.

Em comunicado, o grupo esclareceu que o programa de desinvestimentos pretende reduzir seu endividamento para fortalecer a estrutura financeira da companhia.

O plano prevê a cessão de 19,2% das ações da JBS na empresa brasileira de produtos lácteos Vigor Alimentos S.A, assim como a venda de sua participação na companhia americana de alimentos para gado Five Rivers Cattle Feeding, e na norte-irlandesa Moy Park.

A JBS já havia anunciado a venda de seus negócios de carne bovina na Argentina, no Paraguai e no Uruguai à Minerva por 300 milhões de dólares.

O grupo precisa de dinheiro para pagar a multa recorde de mais de 3 bilhões de dólares em 25 anos que a J&F -sua holding proprietária- aceitou pagar como parte de seu acordo com a Justiça para evitar processos legais.

Os procuradores suspeitam especialmente da existência de empréstimos fraudulentos obtidos do BNDES, o que teria favorecido um crescimento dos negócios em um ritmo exponencial com aquisições no exterior.

A companhia sofre também as consequências de seu envolvimento no grande escândalo de carne adulterada que veio à tona em março, com a operação "Carne Fraca".

Citada no passado como exemplo de sucesso no setor agroalimentar brasileiro, a JBS simboliza hoje a corrupção endêmica que atinge o país.

AFP