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Jihadistas acusados de combater no Afeganistão são condenados na França

O promotor havia pedido dez anos de prisão para os quatro acusados de terem viajado para áreas de combate. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. julho 2014 - 15:31
(AFP)

O tribunal correcional de Paris condenou nesta sexta-feira a penas de oito e nove anos de prisão os quatro principais acusados no processo de uma rede jihadista, suspeitos de terem ido combater na região paquistanesa-afegã.

Os outros cinco acusados, que formavam a equipe de apoio mantida na França, foram condenados a penas de entre dois e cinco anos de prisão, sendo que a maior parte foi colocada em liberdade condicional.

A pena mais grave, nove anos, foi pronunciada contra Tuhami Tebourski, um tunisiano de 32 anos acusado de ter ido combater junto aos talibãs. Tebourski está detido atualmente na Tunísia à espera de sua extradição para a França.

Riadh Hennouni, de 28 anos, e Monahem Goujih, de 35, únicos acusados presentes no processo, foram condenados a oito anos de prisão. Ambos estão em prisão preventiva há três anos. O quarto acusado, Zahir Chuket, condenado a oito anos, está foragido.

Antes de pronunciar as condenações, o juiz informou que, embora tenham sido encontrados em suas casas documentos como planos para fabricar bombas e propaganda jihadista, "não foi comprovada a sua participação efetiva em combates e não havia planos de atentados claramente definidos, o que explica por que não podem ser mantidas as penas máximas pela legislação" para o crime pelo qual são acusados, ou seja, associação criminosa com o objetivo de cometer atos terroristas.

O promotor havia pedido dez anos de prisão para os quatro acusados de terem viajado para áreas de combate.

Em sua defesa, o advogado de Hennouni sustentou que não há "nada na ata de acusação que prove que este seja um projeto terrorista".

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