Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Joe Biden, vice-presidente americano, discursa durante a Cimeira Estados Unidos-África em um hotel da capital americana, Washington, em 5 de agosto de 2014.

(afp_tickers)

O vice-presidente americano, Joe Biden, saudou nesta segunda-feira a designação de um novo primeiro-ministro durante uma conversa por telefone com o presidente iraquiano, Fuad Massum, e afirmou que esta é uma etapa crucial, após meses de bloqueio político em Bagdá.

O presidente Massum empossou nesta segunda-feira Haidar al-Abadi, formando um novo governo e descartando o questionado Nuri al-Maliki.

"O vice-presidente reiterou o apelo do presidente Barack Obama pela rápida formação de um novo governo mais aberto para que esteja em condições de responder às preocupações legítimas de todos os iraquianos", indicou a Casa Branca em um comunicado.

"O primeiro-ministro (Abadi) manifestou sua intenção de agir de forma rápida para formar um governo amplo e aberto, capaz de afastar a ameaça do Estado Islâmico e de construir um futuro melhor para os iraquianos de todas as comunidades", acrescenta o comunicado.

Biden "também enfatizou o desejo do presidente Obama de intensificar a cooperação com um novo governo iraquiano e com as forças de segurança iraquianas para impedir o avanço do Estado Islâmico (EI)", acrescenta o comunicado.

Na semana passada, combatentes do EI invadiram o Curdistão iraquiano, levando o presidente americano a ordenar bombardeios aéreos contra os ultra-radicais islâmicos para proteger Erbil, capital dessa região, e a pressionar por uma mudança no governo de Bagdá para deter a ameaça.

O ex-primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, duramente criticado pelo governo norte-americano, não foi citado em no comunicado da Casa Branca.

Brett McGurk, encarregado de Iraque e Irã no Departamento de Estado, saudou a posse de Abadi, pedindo a formação de "um novo governo com um programa de alcance nacional o mais rápido possível".

AFP