Joe Biden, aspirante a candidato democrata para as eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos, e a Amazon, companhia de vendas online com sede em Seattle, se enfrentaram na quinta-feira (14) na rede social Twitter por assuntos tributários.

"Não tenho nada contra a Amazon, mas nenhuma companhia que ganha bilhões de dólares deveria pagar uma taxa de impostos mais baixa que a de um bombeiro ou de um professor", escreveu Biden, que foi vice-presidente durante o governo de Barack Obama e atualmente lidera as pesquisas das primárias democratas para a eleição de 2020.

"Devemos recompensar o trabalho, não só a riqueza", acrescentou.

A empresa não demorou a responder. "Pagamos 2,6 bilhões de dólares em impostos corporativos desde 2016. Pagamos cada centavo que devemos", tuitou Amazon horas depois na @amazonnews, conta oficial que a Amazon dedica a notícias sobre a empresa.

No mesmo tuíte, a Amazon lembrou a Biden que foi o Congresso dos Estados Unidos que determinou as leis trubutárias para incentivar as empresas a "reinvestir na economia americana".

"Nós fizemos isso", afirmou a companha, apresentando dados: 200 bilhões de dólares de investimento desde 2011 e 300.000 postos de trabalho.

O tuíte de Biden está ligado a um artigo do The New York Times de 29 de abril de 2019 que cita dados do Institute on Taxation and Economic Policy (ITEP), uma organização independente e sem fins lucrativos, segundo a qual empresas tecnológicas como Amazon, Netflix e IBM, como também de outros setores como Delta Air Lines, Chevron e General Motors, não pagaram nem um dólar de impostos federais em 2018.

A reforma fiscal que exonera as corporações desses impostos federais, impulsionada pelo Partido Republicano, exige que as companhias paguem seus impostos por seus lucros no exterior. A medida pretende que as divisas geradas por essas empresas fora das fronteiras se transformem em investimentos na economia dos Estados Unidos.

Segundo os defensores desse regime, a redução de imposto estimula a economia, que ao crescer compensa a menor arrecadação de impostos corporativos.

Por enquanto, os indicadores econômicos confirmam esse argumento. Os Estados Unidos registraram um crescimento de 2,9% em 2018, e no primeiro trimestre de 2019 a expansão chegou a 3,1%.

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