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o rei da Jordânia, Abdullah II, em Paris, em 19 de junho de 2017

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Encarregada de administrar os lugares santos muçulmanos em Jerusalém, a Jordânia anunciou, nesta terça-feira (25), um acordo com Israel sobre o acesso à Esplanada das Mesquitas - informou uma fonte do governo.

Em paralelo, as autoridades jordanianas anunciaram que vão permitir o retorno para Israel de um diplomata israelense acusado de ter matado dois jordanianos.

Jordânia e Israel firmaram um tratado de paz em 1994.

"Amã autorizou o diplomata israelense a deixar o país, depois de ter tomado sua declaração sobre o incidente que aconteceu na embaixada de Israel em Amã no domingo e após chegar a um 'acordo' com seu governo sobre Al-Aqsa", disse a mesma fonte à AFP, referindo-se à mesquita que se encontra na esplanada.

Terceiro lugar santo do Islã, a Esplanada das Mesquitas fica na parte palestina de Jerusalém, ocupada por Israel.

Na segunda-feira (24), o rei da Jordânia pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para pôr fim às novas medidas de segurança no acesso à Esplanada. A decisão de Israel deflagrou protestos e irritação dos muçulmanos.

Em uma conversa por telefone, Abdullah II destacou "a necessidade de encontrar uma solução rápida e eliminar as causas da crise".

No caso do diplomata israelense, as autoridades jordanianas pediram para interrogá-lo antes de sua volta para Israel. Segundo a Polícia jordaniana, o israelense foi atacado em casa por um jordaniano e reagiu, abatendo o agressor a tiros. Matou por acidente um outro jordaniano que estava no local.

AFP