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Jornal na Venezuela é citado por divulgar notícias que 'autoridades desconhecem'

Jornaleiro é fotografado com diversos jornais, entre eles o El Nacional, exibindo notícias sobre a vitória de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais da Venezuela em Caracas, em 21 de maio de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. maio 2018 - 23:09
(AFP)

O governo venezuelano abriu, nesta terça-feira, uma investigação contra o site do jornal El Nacional por publicar informações que as autoridades desconhecem, em meio a questionamentos à reeleição do presidente Nicolás Maduro.

A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) iniciou um "procedimento administrativo sancionatório" contra o jornal por "espalhar mensagens que desconhecem as autoridades legitimamente constituídas", segundo um comunicado.

A Conatel, que não especificou as autoridades referidas, emitiu uma "medida cautelar" ordenando que o site "se abstenha de publicar notícias e mensagens que possam atentar contra a tranquilidade dos cidadãos".

Em seu editorial de segunda-feira, intitulado "Que vergonha com Maduro!", El Nacional chamou a eleição de domingo de "mentira".

Referindo-se à abstenção de 54%, o jornal, duro crítico do governo, avaliou que os cidadãos evitaram "mergulhar em imensas ondas de merda".

"Ratificamos nosso compromisso com a Venezuela, nossa luta é pela verdade!" - publicou El Nacional em sua conta no Twitter diante o anúncio da Conatel, que lhe deu um prazo de 10 dias úteis para a defesa.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa denuncia uma escalada de "ataques" à mídia por parte do governo, em uma "política sistemática de encurralar e asfixiar espaços de liberdade de expressão, crítica e dissidência".

Segundo a ONG Espaço Público, 51 meios de comunicação deixaram de operar na Venezuela no ano passado (46 rádios, três emissoras de televisão e dois jornais) devido a sanções, problemas econômicos e falta de insumos como o papel jornal, monopolizado pelo Estado.

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