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(Arquivo) O Wall Street Journal informou que uma de suas jornalistas foi sentenciada a dois anos e um mês de prisão pela Justiça da Turquia por causa de um artigo sobre o conflito entre Ancara e os separatistas curdos

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O Wall Street Journal informou que uma de suas jornalistas foi sentenciada a dois anos e um mês de prisão pela Justiça da Turquia por causa de um artigo sobre o conflito entre Ancara e os separatistas curdos.

A jornalista Ayla Albayrak, que atualmente está em Nova York, foi condenada por publicar "propaganda terrorista", informou o jornal na terça-feira à noite.

O jornal defendeu o artigo publicado pela repórter como equilibrado e Albayrak disse que vai apelar.

A decisão não foi confirmada pelas autoridades ou pela imprensa na Turquia, onde o caso não foi divulgado publicamente.

O artigo de agosto de 2015 centrava-se no conflito em Silopi, na fronteira entre a Turquia e as regiões curdas do norte do Iraque, entre as forças turcas e o partido separatista curdo PKK.

A matéria continha entrevistas com o prefeito de Silopi, com moradores, uma autoridade do governo turco e o representante de uma organização que, segundo Ancara, seria o braço juvenil do PKK.

O PKK é considerado um grupo terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia.

De acordo com o WSJ, Albayrak tem nacionalidade turca e finlandesa.

Em novembro de 2015, foi convocada a uma delegacia de polícia em Istambul, onde foi informada de que estava sendo investigada pela disseminação da propaganda terrorista.

Então, em abril de 2016, Albayrak foi acusado de violar as leis antiterroristas.

A condenação de uma "jornalista profissional e respeitada é uma afronta para todos os que estão empenhados em defender uma imprensa livre e sólida", reagiu William Lewis, diretor-geral da Dow Jones e editor do Wall Street Journal.

De acordo com o site P24, especializado em liberdade de imprensa, cerca de 170 jornalistas estão detidos na Turquia.

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AFP