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Jornalista independente Roberto Quiñones é solto em Cuba

Homem anda de bicicleta nas ruas de Havana afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. setembro 2020 - 20:32
(AFP)

O jornalista independente cubano Roberto Quiñones foi libertado nesta sexta-feira após cumprir integralmente a pena de um ano de prisão, em um caso criticado pelos Estados Unidos.

"Acabei de chegar em casa, há cerca de uma hora eles me soltaram e ainda estou um pouco desorientado, porque passei um ano inteiro na prisão", disse Quiñones à AFP por telefone de Guantánamo (leste de Cuba).

Estamos "tentando começar a nos reajustar, depois de cumprir uma sanção injusta, porque não cometi o crime de que eles (o governo) me acusaram" e "nunca vou concordar com a sentença", acrescentou.

Quiñones, 62, jornalista da mídia oposicionista Cubanet desde 2012, foi condenado em 7 de agosto de 2019 pelo tribunal municipal de Guantánamo a um ano de prisão sob a acusação de "resistência e desobediência".

O jornalista ressaltou que na prisão lhe foram negados "todos os benefícios" a que tinha direito, incluindo "algumas visitas" da sua esposa.

Seu caso recebeu interesse internacional antes mesmo de ele entrar na prisão provincial de Guantánamo em 11 de setembro de 2019.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, rejeitou em um tuíte de 21 de agosto de 2019 "as injustiças cometidas contra o jornalista cubano Roberto Quiñones, preso por reportar sobre a repressão à liberdade religiosa em Cuba".

Quiñones agradeceu "a mídia, as organizações internacionais, o governo dos Estados Unidos e todos os que intercederam" por sua libertação.

A organização internacional Repórteres sem Fronteiras classificou Cuba em 171º lugar (de 180) em seu relatório de 2020 sobre a liberdade de imprensa no mundo.

As autoridades cubanas consideram os dissidentes como "mercenários" a serviço dos Estados Unidos.

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