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Jovens sequestradas escapam do Boko Haram na Nigéria

Estudantes caminham de volta para casa em Maiduguri, Nigéria, em julho de 2010 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. julho 2014 - 00:11
(AFP)

Um grupo de 63 das 68 jovens e mulheres sequestradas em junho passado pelos rebeldes islâmicos do Boko Haram conseguiu escapar de seus sequestradores na Nigéria, informou um miliciano neste domingo.

"Acabo de receber um alerta da parte de meus companheiros do distrito de Damboa sobre a volta para casa de 63 mulheres e jovens sequestradas", disse à imprensa Abbas Gava, um representante das milícias locais do Estado de Borno.

Um oficial de alta patente em Maiduguri, capital estadual, confirmou à AFP a fuga das 63 reféns na tarde de sexta-feira.

"Em um gesto de coragem, no momento em que os sequestradores estavam ausentes para realizar uma operação", as jovens escaparam, disse o oficial, que pediu para não ser identificado.

Durante uma série de ataques, em meados de junho, contra a localidade de Kummabza, no Estado de Borno, o Boko Haram matou mais de 30 pessoas e sequestrou as jovens, a grande maioria colegiais.

O Boko Haram, que já deixou milhares de mortos na Nigéria desde 2009, sequestrou mais de 200 estudantes do ensino médio em abril na cidade de Chibok, também no estado de Borno. A ação causou grande comoção no país e no exterior.

Um relatório da organização Human Rights Watch, que data do final de 2013, já fazia referência a sequestros e estupros de mulheres e meninas pelo grupo islâmico e ao recrutamento forçado de crianças.

No início de junho, pelo menos vinte jovens foram sequestradas no vilarejo de Garkin e em seus arredores, a oito quilômetros de Chibok.

O Exército nigeriano anunciou no sábado a morte de 53 rebeldes em combates após um ataque dos insurgentes contra a cidade de Damboa, também no Estado de Borno.

No total, "53 terroristas (...), cinco soldados e um oficial perderam a vida", precisa o comunicado do Exército.

Os rebeldes islâmicos atacaram um quartel e a delegacia de polícia de Damboa na noite de sexta-feira, explicou o general Chris Olukolade, porta-voz do Exército, em um comunicado.

"A metade de Damboa foi incendiada, incluindo a delegacia de polícia, e a população fugiu da cidade", informou um morador local.

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