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Tribunal federal de Manhattan, em 7 de novembro de 2016, em Nova York, onde os venezuelanos foram julgados

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O anúncio da sentença contra dois sobrinhos da primeira-dama da Venezuela, condenados por conspiração para enviar 800 kg de cocaína aos Estados Unidos, foi adiado para setembro - informou a corte federal de Nova York, onde corre o caso.

Em novembro passado, após um julgamento de nove dias, um júri popular considerou Efraín Antonio Campo Flores e Franqui Francisco Flores de Freitas culpados por planejar um voo que transportaria a droga da Venezuela para Honduras, com os Estados Unidos como destino final, em troca de US$ 20 milhões.

As sentenças - um mínimo de dez anos de prisão até prisão perpétua - seriam anunciadas pelo juiz Paul Crotty em 26 em 27 de junho.

Os acusados pediram mais tempo, o qual foi concedido pela Procuradoria, e o juiz Crotty adiou sua sentença até 12 de setembro, para Flores de Freitas, e até 13 de setembro, para Campo Flores.

Ambos foram detidos no Haiti em novembro de 2015 pela DEA, a agência antidrogas americana, e levados para Nova York. Desde então, estão presos.

No julgamento, a Promotoria alegou que os sobrinhos de Cilia Flores, mulher do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, achavam-se "tão poderosos" que "podiam trasladar quase uma tonelada de cocaína de um aeroporto para outro sem serem detidos".

Os advogados da defesa garantiram que seus clientes foram vítimas de uma armadilha orquestrada por informantes inescrupulosos e mentirosos da DEA e que são tão "estúpidos" e "novatos" que caíram nela.

AFP