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A ex-presidente argentina Cristina Kirchner deixa o tribunal, em Buenos Aires, no dia 6 de julho de 2016

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Um juiz federal argentino ordenou nesta quinta-feira o congelamento das contas bancárias da ex-presidente Cristina Kirchner no contexto das investigações sobre as operações de câmbio do Banco Central durante seu governo.

O juiz Claudio Bonadío, que acusa Kirchner de ter causado danos financeiros ao Banco Central por suas medidas contra a desvalorização de 2015, ordenou congelar os fundos até que a ex-presidente cubra um embargo de 15 milhões de pesos (1,02 milhão de dólares) que foi fixado em seu processo.

Kirchner "foi intimada anteriormente pelo Oficial de Justicia 'ad hoc' deste Juizado, manifestando não possuir nem bens nem dinheiro para dar ser embargado, DECRETA-SE O CONGELAMENTO geral de bens em relação à citada, até cumprir a soma de pesos de QUINZE MILHÕES ($15.000.000)", escreveu Bonadío no documento publicado pelo site do Centro de Informação Judicial.

O juiz acrescentou que "ao ser intimada ao embargo (...) a acusada manifestou que não satisfaria o mesmo, e que de acordo com a prova reunida (...) a citada registra produtos bancários, financeiros e valores em distintos bancos do país".

A operação de futuros pela qual Kirchner e parte de seu gabinete econômico são investigados consiste em fixar um preço da divisa a três ou quatro meses, como um investimento.

Se a taxa de câmbio diminui, o Banco Central ganha dinheiro. Se se desvaloriza, o Banco perde. Uma das primeiras medidas de Macri foi liberar a taxa de câmbio, e a desvalorização chegou a 32%.

Kirchner, que compareceu a uma audiência de notificação na quarta-feira, repetiu que esse era "um caso de perseguição". "Fazem uso político desse caso", disse a ex-presidente.

Bonadío argumenta que quando ela era presidente (2007-2015), o Banco Central vendeu dólares a futuro a um preço baixo e que essa operação gerou fortes perdas para a autoridade monetária.

Kirchner afirmou que os contratos a futuro "foram assinados pelos CEOs que depois viraram funcionários do governo (de Mauricio Macri). Desvalorizaram e perguntaram a Bonadío se o Banco poderia lhes pagar os futuros. (O Banco Central) disse que sim".

A ex-presidente também é investigada por suposto enriquecimento ilícito, segundo uma denúncia da deputada social-democrata Margarita Stolbizer.

A legisladora acusou Kirchner de ocultar a posse de cinco milhões de dólares nos cofres do Banco de Santa Cruz, da província patagônica de onde vem a família Kirchner.

Nesta quinta-feira, o banco e as autoridades policiais notificaram que "a família Kirchner não tem contas nessa entidade".

"É uma denúncia falsa. Eu converti em pesos minhas economias em 2012 para passar uma mensagem à sociedade. Mas agora não confio nesse governo e voltei a comprar dólares com minha economias", explicou Kirchner na quarta-feira a uma dezena de jornalistas e uma dezena de seguidores que foram apoiá-la nos arredores do tribunal de Buenos Aires.

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AFP