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(Arquivo) O ex-astro da TV americana Bill Cosby

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A defesa do ator americano Bill Cosby passou várias horas nesta quarta-feira interrogando a mulher que o acusa de agressão sexual, destacando inconsistências e dando a sensação de manipulação, mas sem desestabilizá-la.

No terceiro dia de julgamento contra o ator que ocorre em Norristown, na Pensilvânia, Andrea Constand sofreu um contra-interrogatório depois de ter sido submetida a mais de quatro horas de perguntas na terça-feira.

Esta canadense de 44 anos acusa o criador da série "The Cosby Show", hoje aos 79 anos, de tê-la agredido sexualmente em janeiro de 2004, depois de fazê-la tomar pílulas para inibir sua capacidade de resistência.

Uma das advogados de defesa, Angela Agrusa, perguntou repetidamente a Constand sobre as declarações feitas à Polícia em janeiro e fevereiro de 2005.

Agrusa recordou que a suposta vítima disse primeiro que a data do suposto estupro havia sido março de 2004 e que depois falou de janeiro do mesmo ano.

"Você mudou a sua história", apontou explicando que, nas primeiras declarações, a suposta vítima não mencionou outros encontros com o ator ocorridos antes daquela noite.

Cosby tentou em duas ocasiões ter contatos físicos com ela que, na época, trabalhava na Universidade de Temple.

Andrea Constand respondeu a todas as perguntas, mas a advogada de Cosby deu a entender que ela contribuiu para a ambiguidade da relação e sugeriu a ideia de uma manipulação, recordando que semanas depois do suposto estupro, Constand deu um presente a Bill Cosby.

"Você vai até o homem que te estuprou levando de presente para ele sais de banho", afirmou.

Entretanto, ao longo do interrogatório, a acusadora não deu espaço a dúvidas e retificou cada informação que lhe parecia inexata.

"Cosby nunca demonstrou que estava interessado em ter uma relação romântica comigo", assinalou com firmeza.

O interrogatório continua nesta quarta-feira.

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