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O promotor argentino Alberto Nisman, em 16 de julho de 2013, em Buenos Aires

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Uma junta médica de peritos oficiais e da acusação visa esclarecer as circunstâncias da morte do procurador argentino Alberto Nisman, que completa 100 dias nesta terça-feira.

Desde segunda-feira, os peritos analisam gravações e fotos da noite de 18 de janeiro, quando Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça no banheiro de seu apartamento.

O procurador investigava por uma década o atentado à sede da Associação Mutual Israelense Argentina (AMIA), que deixou 85 mortos e 300 feridos em 1994, em Buenos Aires.

A Justiça ainda não determinou se a morte se deu por suicídio, suicídio induzido ou homicídio.

Os membros da junta médica devem analisar toda a documentação existente antes do debate científico de 11 de maio.

A junta médica visa determinar, entre outras coisas, a hora da morte do procurador, uma vez que de acordo com a necropsia, teria ocorrido na manhã de 18 de janeiro, enquanto a acusação representada pela juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-esposa do procurador, argumenta que a morte se deu na noite anterior.

Na noite de sábado, Nisman recebeu a visita de seu assistente Diego Lagomarsino, acusado no caso, mas apenas por ter emprestado a arma Bersa .22 que matou o procurador.

Arroyo Salgado argumenta que foi homicídio e acusa Lagomarsino.

Quatro dias antes de morrer, Nisman havia denunciado a presidente Cristina Kirchner e seu ministro das Relações Exteriores, Hector Timerman, de tentar encobrir ex-altos funcionários iranianos acusados de envolvimento no ataque à AMIA.

A acusação de Nisman, morto em janeiro passado, havia sido rejeitada em várias instâncias judiciais por "inexistência de delito" até ser negada e arquivada.

AFP