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(Arquivo) O ex-candidato à presidência chileno Marco Enriquez-Ominami

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O Ministério Público chileno fez uma batida nos escritórios da empresa brasileira OAS em Santiago, em meio a uma investigação por financiamento de campanhas eleitorais que a construtora teria realizado no Chile - informou a imprensa local nesta terça-feira (7).

Os escritórios da OAS foram revistados na sexta-feira depois que o Ministério Público pediu à empresa, dois dias antes, documentos contábeis entre 2012 e 2015, no âmbito da investigação por financiamento irregular de campanhas, crimes tributários e infração da lei de doações. A empreiteira indicou que entregaria essas informações em duas semanas, o que foi rejeitado pela Justiça local.

"Existem antecedentes suficientes de uma dilação injustificada dos antecedentes requeridos, que poderiam trazer como consequência a alteração de dados, ou a ocultação de informação relevante", justifica a ordem de busca e apreensão decretada por um juiz e que foi divulgada hoje pelo jornal La Tercera.

A decisão judicial foi classificada como "descontrolada" pelo advogado da OAS, Francisco Cox, que lamentou a medida, lembrando que a empresa colaborou ao longo da investigação. Além disso, completou ele, nenhum dos executivos no Chile foi indiciado por qualquer crime.

O MP questiona a possível relação entre a OAS e o ex-candidato à presidência Marco Enríquez-Ominami. Durante sua campanha para as eleições de 2013, ele teria usado um avião privado da empresa brasileira para se deslocar dentro do Chile. O gasto não teria sido justificado ao Fisco chileno.

AFP