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O presidente da Bolívia, Evo Morales, durante discurso em Sucre, no dia 4 de novembro de 2016

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Um tribunal de família anulou, depois de dez anos, a certidão de nascimento do suposto filho do presidente da Bolívia, Evo Morales, e sua ex-namorada Gabriela Zapata, informou o advogado do mandatário, Ricardo Velásquez. O processo ainda comprovou a inexistência da criança.

A juíza, Mitzi Mejía, "anulou a certidão de nascimento, em nome de Ernesto Fidel Morales Zapata, estabelecendo o cancelamento" do documento, disse o jurista nesta quarta-feira à imprensa.

O complicado caso com tom novelesco estourou no início de 2016, quando um jornalista afirmou que Morales tinha um filho com Zapata, batizado de "Ernesto Fidel Morales Zapata", nascido em 30 de abril de 2007.

O próprio mandatário disse que a criança nasceu, mas tinha morrido. Mais tarde alegou que foi enganado e que o suposto filho nunca existiu.

Zapata, que ocupou o cargo de gerente comercial da empresa chinesa CAMC, que ganhou contratos lucrativos com o governo boliviano, disse a princípio que a criança estava viva, mas depois também afirmou que ele morreu e acabou por finalmente admitir que ela nunca existiu.

O advogado Velásquez afirmou que "essa sentença não faz mais que corroborar a inexistência física do menino" e que durante o processo judicial se comprovou que a certidão de nascimento era fraudada e pertencia a outra criança.

Morales, no poder desde 2006, insiste que o caso voltou a opinião pública contra ele, às vésperas de um referendo que ele pretendia vencer para se habilitar ao quarto mandato consecutivo (2020-2025).

Zapata foi condenada em maio passado a uma pena de 10 anos de prisão, acusada de lavagem de dinheiro, associação criminosa, falsidade material e uso de instrumento falsificado.

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AFP