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Daniel Scioli (D) e Juan Manzur em 23 de agosto de 2015 em Tucumán

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A Justiça declarou nulas, nesta quarta-feira, as eleições de 23 de agosto passado na província de Tucumán (norte argentino), vencidas pelo governo e questionadas pela oposição, informou uma fonte judicial, acrescentando que a decisão ainda pode sofrer recurso.

A Sala I da Câmara no Contencioso Administrativo de Tucumán declarou "a nulidade das eleições (...) devendo o Poder Executivo (da província) realizar uma nova convocação para eleições".

O tribunal acatou o pedido de anulação feito pela coalizão de oposição Acordo para o Bicentenário (ApB).

O líder da bancada de senadores da governista Frente para a Vitória, Miguel Angel Pichetto, antecipou no Congresso que "a instância será revista e se apelará (da decisão)". Ele destacou que "a sentença não é definitiva".

A apuração terminou na segunda-feira passada, três semanas depois das eleições, e confirmou a vitória - por quase 12 pontos de diferença - do candidato oficialista ao governo de Tucumán, o ex-ministro argentino da Saúde Juan Manzur.

Com um padrão de 1,1 milhão de eleitores, Manzur, candidato apoiado pela presidente Cristina Kirchner, obteve 51,64% dos votos. Seu principal adversário, o socialdemocrata José Cano, da ApB, ficou com 39,94%.

Uma ordem judicial impediu a Junta Eleitoral de proclamar o vencedor até que fosse definido o pedido de anulamento do pleito.

De acordo com o resultado da apuração, divulgado na noite de segunda-feira, Manzur obteve 491.951 votos, e Cano, 380.418 votos, de um total de 916.507 votos válidos, 25.113 votos em branco e 10.957 nulos.

A eleição nesse distrito do norte ganhou repercussão nacional em meio à campanha presidencial para as eleições gerais de 25 de outubro.

No dia seguinte das eleições em Tucumán, uma manifestação da oposição pela recontagem dos votos foi reprimida com violência pela Polícia. O saldo do confronto foi de vários feridos e detidos. Os protestos se repetiram depois, sem os mesmos incidentes, em meio à lenta recontagem das cédulas.

AFP