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O presidente argentino, Mauricio Macri, em Mendoza, em 21 de julho de 2017

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A Justiça argentina confirmou nesta quinta-feira que não há provas para acusar o presidente Mauricio Macri de lavagem de dinheiro, mas continuará a investigação por suposta evasão de impostos por suas empresas 'offshore' descobertas no escândalo 'Panamá Papers'.

A Câmara Federal avaliou a decisão de abril de um juiz de primeira instância que não encontrou indícios do crime de lavagem de dinheiro. O caso foi transferido ao foro Penal Econômico, onde tentará averiguar se o mandatário escondeu fundos e propriedades que deveria ter declarado.

Os nomes de Macri e de outros membros de sua família, incluindo seu pai, o magnata Franco Macri, donos de um império de negócios, estavam em 2016 em uma lista de personalidades de todo o mundo com contas 'offshore' e empresas em paraísos fiscais, quando começou a investigação em Buenos Aires.

A investigação internacional foi fruto de milhões de documentos vazados do escritório panamenho Mossack Fonseca. Personalidades e governantes do mundo todo foram mencionados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) e pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

A Câmara decidiu nesta quinta-feira que a eventual acusação por suposta evasão deve proceder de dados aportados pelo ente arrecadador, a Administração Federal de Receitas Públicas.

A Justiça argentina investigou sociedades de Macri no Panamá e nas Bahamas. A oposição pediu, sem sucesso, que fossem investigadas empresas no Brasil, compartilhadas por Macri com seu pai.

AFP