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O ex-presidente argentino Carlos Menem, em Buenos Aires, no dia 2 de março de 2015

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A justiça argentina proibiu a saída do ex-presidente Carlos Menem (1989/99) do país devido ao processo que responde por suposto encobrimento de fatos relativos ao atentado contra a associação judaica AMIA em 1994, revelou o Centro de Informação Judicial nesta quarta-feira.

"Estão proibidos de sair do país todos os envolvidos no processo por irregularidades na investigação do atentado contra a AMIA".

A decisão afeta uma dúzia de acusados, entre eles o ex-presidente, de 85 anos, e o juiz Juan José Galeano, o primeiro encarregado da investigação do atentado, que deixou 85 mortos e 300 feridos no dia 18 de julho de 1994, em Buenos Aires.

Menem, Galeano e o ex-chefe de Inteligência do Estado Hugo Anzorreguy serão julgados a partir do dia 6 de agosto, poucas semanas após o 21º aniversário do maior atentado cometido na Argentina.

A justiça encontrou provas de que os serviços de Inteligência do Estado e as forças de segurança encobriram e apagaram pistas para favorecer os cúmplices locais dos autores do atentado, durante o governo Menem.

Menem ocupa uma cadeira no Senado até 2017, o que exigiria uma suspensão de sua imunidade parlamentar para o cumprimento de uma eventual pena.

A justiça argentina atribui ao Irã a autoria intelectual do atentado e acusa oito iranianos, incluindo o ex-ministro da Defesa Ahmad Vahidi, o ex-presidente Alí Rafsanjani (1989-1997) e o ex-conselheiro cultural na Argentina Moshen Rabbani.

AFP