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Logo da JBS, em Samambaia, em 17 de março de 2017

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Um juiz brasileiro bloqueou nesta quarta-feira a venda de ativos da JBS na Argentina, Paraguai e Uruguai, até que o Supremo Tribunal Federal homologue a delação de seus proprietários.

O juiz de Brasília Ricardo Augusto Soares considerou "prematura qualquer decisão judicial de liberar a venda de ações requerida" pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, alegando a "fragilidade" das provas apresentadas em sua delação premiada.

O juiz também justificou o bloqueio pelo fato de as delações premiadas dos irmãos ainda não terem sido homologadas pelo STF.

O plenário da Suprema Corte começou a debater o tema nesta quarta-feira e continuará com suas deliberações na quinta.

A JBS, que disse que recorrerá da sentença, anunciou neste mês a venda de seus negócios de carne bovina na Argentina, no Paraguai e no Uruguai à empresa brasileira Minerva por 300 milhões de dólares.

Posteriormente, anunciou um plano para se desfazer de várias de suas operações no Brasil e no exterior com o objetivo de obter 6 bilhões de reais. Em comunicado, o grupo esclareceu que o programa de desinvestimentos pretende reduzir seu endividamento para fortalecer a estrutura financeira da companhia.

O grupo também precisa de dinheiro para a multa recorde de mais de 3 bilhões de dólares em 25 anos que a J&F - sua holding proprietária - aceitou pagar como parte de seu acordo com a Justiça para evitar processos legais.

Especula-se que a empresa tenha perdido 8,6 bilhões de reais de seu valor de mercado desde 17 de maio, quando foi divulgada a gravação feita por Joesley Batista de uma conversa em que o presidente Michel Temer parece dar seu aval ao pagamento de suborno ao ex-deputado Eduardo Cunha.

AFP