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A Justiça chilena condenou a penas de entre 15 e 20 anos de prisão sete policiais envolvidos no desaparecimento de 15 pessoas em outubro de 1973, um mês após o golpe militar que instaurou a ditadura de Augusto Pinochet

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A Justiça chilena condenou a penas de entre 15 e 20 anos de prisão sete policiais envolvidos no desaparecimento de 15 pessoas em outubro de 1973, um mês após o golpe militar que instaurou a ditadura de Augusto Pinochet.

A juíza Marianela Cifuentes condenou o capitão reformado da Polícia Marcelo Castro Mendoza a 20 anos de detenção "por sua responsabilidade no crime de sequestro qualificado", enquanto outros cinco oficiais reformados pegaram penas de 15 anos por "sequestro simples", e um sétimo policial recebeu 900 dias de prisão, informou o poder Judiciário nesta segunda-feira.

A decisão em primeira instância poderá ser levada à Corte de Apelações de Santiago.

Em outubro de 1973, os sete envolvidos realizaram diversas prisões na Ilha de Maipo, uma comunidade ao sul de Santiago, e os detidos "foram mantidos sob prisão para interrogatório, sofrendo violência física por parte dos policiais", antes de serem mortos e jogados em um forno.

O caso ficou conhecido como os "Fornos de Lonquén" e tomou relevância em 1978 com a descoberta dos restos das vítimas, que apenas em março de 2010 puderam ser identificados para a entrega a seus familiares.

A decisão judicial também condenou a Receita a pagar o total de 900 mil dólares aos familiares das vítimas.

A ditadura de Pinochet (1973-1990) deixou mais de 3.200 mortos e 38 mil torturados, segundo números oficiais.

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AFP