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(Arquivo) O general Augusto Pinochet, em Antofagasta, Chile, no dia 21 de outubro de 1986

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A Suprema Corte do Chile aprovou nesta terça-feira um pedido de extradição aos Estados Unidos de três agentes da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), processados como autores do assassinato do diplomata espanhol Carmelo Soria, ocorrido em Santiago em 1976.

O Superior Tribunal de Justiça "solicitou aos Estados Unidos a extradição do chileno Armando Fernández Larios, do americano Michael Vernon Townley Welch e do cidadão cubano Virgilio Paz Romero", assinalou o comunicado divulgado pelo Poder Judiciário.

O pedido chileno se ampara no tratado de extradição existente entre ambos os países, esclareceu o comunicado.

O sequestro e posterior assassinato de Carmelo Soria foi ordenado por Manuel Contreras -- ex-chefe da Polícia Secreta da ditadura de Pinochet, a temida (DINA) -- falecido em 2015 enquanto cumpria pena por violação dos direitos humanos, incluindo o caso do diplomata espanhol, que somavam mais de 500 anos.

Após a decisão da Suprema Corte, o Ministério de Relações Exteriores ficará encarregado de levar o pedido a Washington.

Michael Townley e Fernandez Larios estão sob o sistema de proteção a testemunhas dos Estados Unidos depois de decidirem colaborar com a justiça americana após serem acusados como autores do atentado ocorrido em Washington em 1976 e que custou a vida do ex-chanceler chileno Orlando Letelier e sua assistente americana Ronni Moffitt.

Virgilio Paz Romero, no entanto, foi liberado em 1991 após cumprir uma sentença de 12 anos e meio pelo assassinato de Letelier e Moffitt.

Letelier, embaixador em Washington, chanceler e ministro da Defesa do governo do derrubado presidente socialista chileno Salvador Allende, foi assassinado junto com Moffitt devido uma bomba que destruiu o automóvel em que ambos estavam.

A ditadura Pinochet deixou em torno de 3.200 mortos e desaparecidos, segundo números oficiais.

AFP