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(Arquivo) O líder opositor Leopoldo López, em São Paulo, no dia 4 de outubro de 2011

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Um tribunal de apelações da Venezuela confirmou a pena de quase 14 anos de prisão contra o líder opositor Leopoldo López, informou nesta sexta-feira seu advogado, Juan Carlos Gutiérrez.

"Confirmaram a sentença, confirmaram a pena, nos mesmos termos", disse Gutiérrez à AFP.

A corte analisava um recurso apresentado pelo líder do partido Vontade Popular contra a pena de 13 anos e nove meses de prisão que lhe foi imposta em setembro de 2015.

Preso desde fevereiro de 2014, López foi declarado culpado de incitar à violência durante a onda de protestos ocorrida no mesmo ano para exigir a renúncia do presidente Nicolás Maduro. A violência durante as manifestações deixou 43 mortos.

No dia 23 de julho passado, durante a audiência de apelação, López se declarou "inocente".

"Assumo minha responsabilidade plena por ter denunciado o Estado venezuelano como corrupto, deficiente, antidemocrático e repressor", declarou López em gravação divulgada no Twitter.

López também afirmou que as manifestações que convocou foram pacíficas e no exercício do direito dos venezuelanos.

A defesa, que acusa a Justiça de estar a serviço do governo, afirma que houve "alteração de má-fé" do material probatório e "erros graves de procedimento" no julgamento original, o que exige a anulação da sentença e a libertação de López.

"Trata-se absolutamente de um julgamento político. Lamentavelmente, impuseram o interesse do governo sobre o sistema judicial", declarou Gutiérrez.

A decisão do tribunal também foi rejeitada pela aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que controla o Parlamento e está empenhada em realizar o referendo para tirar Maduro do poder.

"Rejeitamos a ratificação da condenação ilegal e injusta contra nosso irmão @leopoldolopez e reiteramos que será libertado pelo voto do povo", escreveu no Twitter o secretário-executivo da MUD, Jesús Torrealba.

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AFP