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Gabriela Zapata, ex-companheira do presidente boliviano Evo Morales, em La Paz, no dia 26 de fevereiro de 2016

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A Justiça da Bolívia pedirá 12 anos de prisão para Gabriela Zapata, ex-namorada do presidente Evo Morales, por legitimação de ganhos ilícitos, mas a liberou da acusação de tráfico de influência, informou nesta quinta-feira o procurador-geral, Ramiro Guerrero.

"O Ministério Público vai pedir pena de 12 anos de prisão para a senhora Zapata", disse Guerrero, que anunciou que a Justiça "apresentou uma acusação e está em condições de demonstrar que estes crimes foram cometidos".

Zapata, que está em prisão preventiva desde fevereiro, é acusada, ainda, de associação criminosa, falsidade ideológica e uso de instrumento falsificado.

"O crime mais grave neste caso é a legitimação de ganhos ilícitos, que tem pena de cinco a dez anos" de prisão, explicou o procurador, mas a sentença se elevaria a 12 anos considerando a ocorrência de crimes anexos.

A ex-namorada do presidente era gerente da CAMC, empresa chinesa que firmou contratos com o Estado boliviano da ordem de 560 milhões de dólares. O próprio governo reconhece que ela despachou de escritórios públicos.

Zapata afirmou ter tido um filho com o presidente, em um caso que deu origem a um escândalo na Bolívia que custou a Morales a vitória em um referendo em fevereiro, no qual buscava ser validado para disputar um quarto mandato (2020-2025).

Recentemente, a Justiça boliviana determinou a "inexistência física comprovada" do suposto filho. Ela afirmou que a criança morreu.

Inicialmente, Zapata também era acusada de tráfico de influências em grau de cumplicidade e enriquecimento ilícito de particulares às custas do Estado, mas a Justiça retirou estas acusações.

Morales - a quem a oposição também acusou de tráfico de influência - e a empresa chinesa também foram isentados de responsabilidade pelo Congresso, de maioria governista.

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AFP