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As esposas dos opositores venezuelanos presos participam de manifestação para a libertação dos presos políticos, em Caracas, no dia 20 de junho de 2015

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Um tribunal de Caracas concedeu, nesta terça-feira, o regime de prisão domiciliar por razões de saúde ao ex-prefeito de San Cristóbal (oeste) Daniel Ceballos, preso desde março de 2014 acusado de incitar a violência nos protestos de rua contra o governo venezuelano de Nicolás Maduro.

"Após a solicitação do Ministério Público, o Tribunal 15º de Justiça da Área Metropolitana de Caracas (AMC) acordou uma medida cautelar de prisão domiciliar para Daniel Ceballlos, por razões de saúde", informou o Ministério Público em um comunicado.

Ceballos, líder do partido de oposição radical Vontade Popular, "será levado a uma residência localizada em Caracas, na qual cumprirá a medida", completa o comunicado.

A informação foi anunciada no Twitter por sua esposa e atual prefeita de San Cristóbal, Patricia de Ceballos, e por seu advogado Juan Carlos Gutiérrez, que comemorou como "um avanço para a liberdade".

No último 11 de junho, Ceballos pôs fim a uma greve de fome em protesto por sua detenção, que havia iniciado 20 dias antes junto ao líder de seu partido Leopoldo López, também detido após ser acusado de incitar a violência durante os protestos que agitaram a Venezuela em 2014, e que deixaram 43 mortos e centenas de feridos.

"Após a greve de fome está em recuperação. A prisão domiciliar lhe permitirá fazer exames detalhados, ter uma equipe multidisciplinar, que fará avaliações e diagnosticará com precisão seu estado de saúde. Serão seus médicos que explicarão suas condições de saúde", declarou seu advogado.

Ceballos, preso desde 19 de março de 2014, permanece há vários meses em uma sede de detenção policial dos serviços de inteligência em Caracas, e previamente havia permanecido em uma prisão para processados comuns do Estado de Guárico (centro) e na prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, onde López continua detido.

Em 1º de maio, o prefeito de Caracas Antonio Ledezma, preso desde fevereiro por sua suposta conspiração contra o governo venezuelano, foi transferido para sua residência após ser operado de uma hérnia, onde permanece também em regime de prisão domiciliar.

AFP