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Foto tirada em 13 de outubro de 2017 mostra a Weinstein Company em Tribeca, Nova York

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O procurador do estado de Nova York abriu uma investigação para determinar se a Weinstein Company, empresa de Harvey Weinstein, poderá ser processada por discriminação sexual e outras violações da lei, informou o New York Times nesta segunda-feira.

O Ministério Público teria exigido à empresa com sede em Manhattan que enviasse os arquivos pessoais de seus funcionários; seus critérios de contratação, promoção e demissão; as denúncias formais e informais de assédio sexual e outras formas de discriminação que tenha recebido; e como essas denúncias foram manejadas, segundo o jornal.

O gabinete do procurador Eric Schneiderman ainda não confirmou essa informação.

A Weinstein Company, que Harvey Weinstein codirigia até a sua renúncia à junta administrativa na terça-feira passada, também está no centro do escândalo de abuso sexual que provocou a queda do mais famoso produtor de Hollywood.

Cerca de 50 atrizes e modelos acusam Weinstein, de 65 anos, de assédio, agressão sexual e até estupro. O produtor nega qualquer relação não consentida.

Algumas asseguraram que a direção da empresa sabia do comportamento do produtor, e que certos funcionários eram cúmplices ao organizar encontros com mulheres que costumava assediar ou agredir sexualmente.

No entanto, cerca de 30 funcionários da empresa publicaram uma carta na quinta-feira em que se defenderam, assegurando que não sabiam de nada sobre estes abusos.

"Todos sabíamos que estávamos trabalhando para um homem com um caráter notoriamente explosivo", disseram na carta. "Mas ignorávamos trabalhar para um predador sexual".

"Sabíamos que era um homem de mulheres com múltiplas relações extraconjugais, mas não que era um agressor violento e um estuprador", acrescentaram.

Desde a revelação do escândalo, o futuro da empresa é incerto. Nesta segunda-feira, recebeu dinheiro do fundo de investimento Colony Capital e iniciou negociações sobre uma possível aquisição.

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AFP