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O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, em Quito, em 3 de agosto de 2017

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A Justiça do Equador pedirá a vinculação do vice-presidente, Jorge Glas, a uma investigação por associação criminosa no caso de corrupção da Odebrecht, anunciou nesta segunda-feira o procurador-geral, Carlos Baca.

A Procuradoria "solicitará à Corte Nacional de Justiça que marque dia e hora para que seja realizada uma audiência de vinculação" contra Glas, disse Baca em uma nota à imprensa em Quito. O pedido não significa uma denúncia nem uma acusação formal contra o funcionário.

Devido ao foro especial de Glas, a audiência "só poderá acontecer com autorização prévia da Assembleia Nacional", apontou Baca.

A Constituição equatoriana indica que para se abrir um processo penal contra o vice-presidente é necessário o voto favorável de dois terços (92 dos 137 deputados) do Congresso, cuja maioria é governista, mas que está dividida por uma disputa entre o presidente Lenín Moreno e seu antecessor, Rafael Correa.

O procurador-geral acrescentou que "o pedido de vinculação se sustenta nos elementos de convicção recolhidos na instrução pelo delito de associação criminosa" no caso da entrega de milionários subornos a funcionários equatorianos por parte da construtora brasileira.

Pouco depois do anúncio do procurador-geral, o presidente da Assembleia Nacional, José Serrano, escreveu em sua conta do Twitter que "assim que for apresentada na Assembleia (o pedido de audiência) será processada".

Glas, que desde 2007 foi responsável por setores estratégicos do Equador e a partir de 2013 se tornou vice-presidente, nega as acusações que o relacionam ao caso Odebrecht. As investigações sobre a rede de corrupção da construtora deixaram uma dezena de detidos no Equador, entre eles um tio de Glas e um ex-ministro de Eletricidade do governo de Correa.

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AFP