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Justiça do Peru nega perseguição política a ex-presidentes no caso Odebrecht

O Poder Judiciário do Peru negou acusações de que existe uma campanha de perseguição política dos tribunais contra ex-presidentes e líderes da oposição no âmbito do escândalo de corrupção desatado pela construtora brasileira Odebrecht no país afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. novembro 2018 - 21:11
(AFP)

O Poder Judiciário do Peru negou, nesta sexta-feira (16), acusações de que existe uma campanha de perseguição política dos tribunais contra ex-presidentes e líderes da oposição no âmbito do escândalo de corrupção desatado pela construtora brasileira Odebrecht no país.

"Quero ratificar, diante de qualquer opinião que se manifeste (...), que o Poder Judiciário não faz nem nunca fará perseguição política", disse seu presidente, Víctor Prado, em declarações à imprensa.

O alto magistrado se pronunciou após o ex-presidente Alan García denunciar, na quinta, que "politizaram a Justiça", em reação a um pedido do Ministério Público para que seja impedido de sair do país, no contexto de uma investigação sobre a construção de uma linha do metrô de Lima.

"O Poder Judiciário não politiza casos, nem os casos politizam o Poder Judiciário", afirmou Prado, ratificando "a absoluta independência e autonomia deste poder do Estado, que está à frente da luta contra a corrupção".

O ex-presidente Alan García, que governou de 1985 a 1990 e de 2006 a 2011, denunciou também que o sistema judiciário "perdeu a cabeça" por uma suposta intervenção governamental.

O ex-presidente Alejandro Toledo (2001-2006) e a líder opositora Keiko Fujimori denunciaram também ser vítimas de "perseguição política" devido ao escândalo da Odebrecht.

Toledo vive nos Estados Unidos, e o Peru quer que seja extraditado. A Justiça o acusa de receber 20 milhões de dólares em propinas para a Odebrecht construir uma estrada entre Peru e Brasil.

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