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Joaquin "El Chapo" Guzman

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Um juiz americano anunciou nesta sexta-feira que o julgamento do mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán, um dos maiores chefes do narcotráfico da história, começará em 16 de abril de 2018.

"A data do julgamento será 16 de abril. Vamos tratar de cumpri-la", declarou o juiz Brian Cogan, responsável pelo caso, em uma audiência na corte federal do Brooklyn na presença de "El Chapo", de 60 anos.

O narcotraficante permaneceu com o semblante sério e respondeu várias vezes com um "sim, senhor" ao juiz Cogan, auxiliado por um tradutor. Também insistiu que deseja que seus advogados Michelle Gelernt e Michael Schneider sigam representando-o.

Também esteve presente na audiência sua esposa Emma Coronel, de 27 anos e mãe de suas filhas gêmeas.

Os advogados da acusação estimam que o julgamento durará de dois a três meses.

A advogada Gelernt pediu ao juiz que a defesa possa ter contato direto com o criminoso para preparar o caso.

O juiz Cogan ainda não decidiu sobre esta questão, mas se mostrou receptivo a seu pedido e afirmou que designará outro magistrado para que visite a prisão de Manhattan onde "El Chapo" está detido.

Acusado de ter liderado um dos maiores impérios de narcotráfico das Américas, "El Chapo" se declarou inocente das 17 acusações apresentadas pela justiça americana. Apenas a primeira, a de dirigir o cartel de Sinaloa, pode implicar prisão perpétua.

A próxima audiência prévia ao julgamento foi fixada para 15 de agosto.

Na quinta-feira, os advogados de defesa de "El Chapo", de 60 anos, pediram melhorias nas estritas condições de detenção do ex-chefe do cartel de Sinaloa, extraditado aos Estados Unidos em 19 de janeiro e preso desde então.

O juiz Brian Cogan rechaçou o pedido de seus advogados de transferir Guzmán para uma penitenciária junto com outros presos, negou o pedido de visita da Anistia Internacional e rejeitou toda comunicação de "El Chapo" com possíveis testemunhas de seu julgamento.

As estritas condições de detenção "são razoavelmente necessárias para assegurar que o acusado não possa coordenar nenhuma fuga da prisão, liderar nenhuma violência contra pessoas que cooperam [com a acusação], ou que administre qualquer aspecto do negócio do cartel de Sinaloa", disse o juiz Cogan em sua decisão.

Entretanto, suas condições carcerárias foram modificadas para que "envie mensagens previamente monitoradas para sua esposa, sujeitas a revisões de agências de monitoramento ou de um advogado que se faça de intermediário, sobre sua escolha de um advogado particular, sobre o pagamento do advogado particular e de natureza pessoal".

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