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Justiça emite mandado de busca para governador de Porto Rico por 'chatgate'

(Arquivo) O governador de Porto Rico, Ricardo Rosseló, que enfrenta série de denúncias após ter conversa vazada afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. julho 2019 - 17:12
(AFP)

Autoridades de Porto Rico emitiram um mandado de busca e apreensão contra o governador Ricardo Rosselló e outros outros 11 homens que participaram no chat privado cujo vazamento provocou enormes protestos, informou nesta terça-feira (23) o Departamento de Justiça.

"Confirmamos que ontem (segunda-feira) foi emitido um mandado de busca para os 12 membros do chat", informou à AFP Kelvin Carrasco, oficial de imprensa do departamento da Justiça.

Carrasco não informou mais detalhes sobre o caso porque a investigação ainda está em curso.

O governador de 40 anos enfrenta uma crise política devido ao chamado "chatgate", vazamento de uma conversa na plataforma de mensagens Telegram, há duas semanas, na qual ele e os outros 11 homens compartilharam comentários considerados ofensivos por seus críticos.

Em um deles, um colaborador de Rosselló se referiu jocosamente às vítimas do furacão María, que deixou quase 3 mil mortos neste território americano no Caribe.

Além disso, em 10 de julho, o Ministério Público pediu a prisão de seis funcionários acusados de desviar mais de US$ 15 milhões em fundos federais para recuperação após o pior furacão em um século.

Segundo relatou o jornal local El Nuevo Día, citando também o departamento de Justiça, as 12 pessoas que participavam desse chat privado devem entregar seus celulares como parte de uma investigação do MP.

Destes, o ex-secretário da Fazenda, Raúl Maldonado, já informou que não entregará seu celular à Justiça, segundo o jornal.

Na segunda-feira, centenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação em San Juan, exigindo a renúncia de Rosselló em meio a uma greve geral.

O governador reiterou, nesta terça, que não irá renunciar. "O povo está falando, e cabe a mim escutar. Têm sido momentos de reflexão total", escreveu em um comunicado.

Em seguida, acrescentou que vai se concentrar em governar, e não vai mais responder perguntas sobre a crise política.

Não foi feita uma convocação oficial nesta terça para protestos, mas nas redes sociais crescia organicamente o chamado para se reunirem em frente à sede do governo, La Fortaleza, para continuar a exigir a renúncia de Rosselló.

O décimo dia de protestos, que acabou com embates com a polícia, contou com a participação de músicos porto-riquenhos, como Ricky Martin, René Pérez, Bad Bunny e Daddy Yankee.

"O povo lhe pede, você brincou com os sentimentos, brincou com a saúde mental do povo", disse Ricky Martin, após desfilar no alto de uma caminhonete carregando uma bandeira do orgulho LGTBQ.

O cantor de "Livin' la vida loca" é uma das pessoas ridiculizadas nas conversar por sua orientação sexual, que ele tornou pública em 2010.

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