Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Logo da Odebrecht na Vila Olímpica do Rio de Janeiro, 23 de junho de 2016

(afp_tickers)

A Justiça espanhola decidiu extraditar o advogado hispano-brasileiro Rodrigo Tacla Duran, que no Brasil responde por sua suposta ligação com o esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela operação 'Lava Jato'.

A extradição, "para processo de delito de coparticipação, lavagem de dinheiro e organização criminosa", foi decidida pela Audiência Nacional, tribunal superior espanhol especializado nesse tipo de casos, segundo uma ação a qual a AFP teve acesso nesta sexta-feira (16).

A extradição deverá agora ser formalmente aprovada pelo governo espanhol.

Rodrigo Tacla Duran, de 43 anos, e advogado da Odebrecht, foi detido em novembro em um hotel em Madri.

A ação justifica que Tacla fazia parte de um cartel de empresas que pagaram "sistematicamente subornos aos dirigentes" da Petrobras, para a contratação de grandes obras.

O documento afirma que Tacla Duran atuou como mediador no pagamento desses subornos e lavagem de dinheiro. Concretamente, teria lavado "mais de trinta e cinco milhões de reais em espécie" para uma dessas empresas, a UTC Engenharia.

O caso do advogado tem também ramificações no Equador, onde o ex-ministro Alecksey Mosquera foi preso preventivamente em abril por 90 dias por ter supostamente recebido um suborno de 920.000 dólares da Odebrecht.

A prisão do ex-ministro foi possível por causa da declaração feita por Rodrigo Tacla Duran, de acordo com a procuradoria equatoriana, que em janeiro enviou uma assistência penal à Espanha para recorrer ao testemunho.

O escândalo na 'Lava Jato', o maior da história brasileira, atingiu diretamente o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus ex-aliados do PMDB, do atual presidente Michel Temer, além do Partido Progressista (PP).

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP