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Ex-diretor do FBI, o procurador especial Robert Mueller, deixa o Capitólio, após encontro com membros do Comitê de Justiça do Senado, em Washington, 21 de junho de 2017

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O procurador especial Robert Mueller precisará de autorização superior se quiser ampliar sua investigação sobre a interferência da Rússia na campanha eleitoral dos Estados Unidos de 2016, além dos limites estabelecidos, disse o secretário-adjunto de Justiça, Rod Rosenstein.

"Não é uma viagem para pescar", disse Rosenstein, que designou Mueller, ex-diretor do FBI, para investigar as suspeitas de conluio entre a equipe da campanha de Donald Trump e funcionários russos de alto-escalão para influenciar a seu favor a eleição de 2016.

Se Mueller "encontrar evidências de um crime que está no escopo do que acordamos como apropriado, então ele pode" incluí-las em sua investigação, apontou Rosenstein em entrevista à emissora Fox News. "Se for algo além deste escopo, ele precisa remetê-lo ao procurador-geral", completou, referindo-se a si próprio.

O bilionário Donald Trump insistiu que incluir as finanças de seu império familiar na investigação seria cruzar uma "linha vermelha" que ele esperava que Mueller não fizesse.

Ao nomear Mueller como investigador oficial do caso russo, Rosenstein lhe deu liberdade absoluta para apurar "qualquer assunto ocorrido ou que possa ocorrer" durante a investigação.

Trump repreendeu publicamente o Secretário de Justiça, Jeff Sessions, por ter recusado a investigação e lhe atribuiu a responsabilidade pela nomeação de Mueller como investigador especial.

Segundo a imprensa americana, Mueller já formou um grande júri para determinar se as provas colhidas durante a investigação podem levar a acusações formais.

Os investigadores também teriam pedido à Casa Branca que entregue documentos relativos a Michael Flynn, o ex-assessor de segurança nacional do presidente Trump, demitido por não ter informado de forma precisa seus contatos com o embaixador russo em Washington.

AFP