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Keiko Fujimori tenta manter a sua liberdade e o seu partido

Keiko Fujimori (2D), líder do partido opositor Força Popular, em Lima, em 24 de outubro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. outubro 2018 - 16:09
(AFP)

A Justiça peruana retomou nesta quinta-feira (25) uma audiência para decidir se manda à prisão preventiva a líder opositora Keiko Fujimori, que paralelamente lançou uma reestruturação em seu monolítico partido, mergulhado em uma crise interna.

A filha mais velha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) comparecia pelo terceiro dia seguido diante do juiz Richard Concepción Carhuancho por um pedido da Procuradoria de que ela seja presa preventivamente por 36 meses, depois de passar uma semana detida pela mesma causa este mês.

A transmissão por televisão, rádio e redes sociais revela um notável interesse por este caso no Peru.

Mas enquanto a Justiça ameaça a aspiração de Keiko de ser candidata presidencial pela terceira vez em 2021, ela enfrenta uma surpreendente crise dentro do seu partido, Força Popular (direita populista), que domina o Congresso e foi o mais votado nas eleições gerais de 2011 e 2016.

Keiko, de 43 anos, suspendeu na quarta-feira os órgãos diretores do partido, incluindo o Comitê Político, e indicou um "comitê de emergência" para enfrentar a crise, que explodiu no pior momento para a líder opositora.

Em meio a essa crise partidária, Keiko adotou um tom incomumente conciliador, pedindo "paz e reencontro", após se manter beligerante desde a campanha de 2016.

A popularidade de Keiko despencou, com 86% de desaprovação, nível comparável apenas à de seu pai quando seu governo entrou em colapso por um escândalo de corrupção generalizada e foi para o Japão, onde renunciou à presidência por fax.

No primeiro dia da audiência, o procurador José Domingo Pérez afirmou que dentro do partido de Keiko "havia uma organização de fato", que manejou as contribuições ilegais de campanha, o que foi chamado de "falsa" pela advogada de defesa, Giuliana Loza.

O procurador pede prisão preventiva para 11 dirigentes e funcionários fujimoristas, que supostamente administraram 1,2 milhão de dólares fornecidos pela empreiteira Odebrecht para a campanha de Keiko.

Pérez havia pedido a prisão de 12 fujimoristas, mas arquivou o pedido contra um deles.

O jurista Roberto Pereira considerou difícil que o juiz decida o pedido de prisão contra Keiko antes dos demais.

"Não há nada que o impeça, mas acho que ele não vai", disse à AFP.

O pedido de prisão deve ser decidido pelo juiz Concepción Carhuancho, acusado por Keiko de conspirar com o procurador Pérez.

O juiz não deve se pronunciar sobre o mérito da acusação, mas decidir se os acusados devem estar detidos enquanto as investigações estiverem em andamento.

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