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O secretário americano de Estado, John Kerry, em Nova York, no dia 11 de agosto de 2015

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O secretário americano de Estado, John Kerry, anunciou nesta quarta-feira que se reunirá com dissidentes cubanos na próxima sexta, em Havana, após a abertura da embaixada dos EUA na Ilha.

"Me reunirei com dissidentes (..) Serão convidados à residência do embaixador americano" em Havana, disse Kerry em entrevista ao canal latino Telemundo.

Kerry, o primeiro chefe da diplomacia americana a visitar Cuba nos últimos 70 anos, explicou que planeja fazer uma "caminhada livre" por Havana Velha em algum momento de sua visita, apesar da agenda muito apertada.

O secretário de Estado presidirá na sexta-feira o içamento da bandeira americana no prédio da embaixada dos EUA, situado diante do conhecido Malecón de Havana.

Os dissidentes não foram convidados para o evento porque se trata de um "momento de governo com governo", em um espaço "muito limitado", explicou Kerry.

A cerimônia deve ser acompanhada por jornalistas de todo o planeta, 54 anos após o rompimento das relações entre os dois países, em plena Guerra Fria.

Após a abertura oficial da representação diplomática, Kerry participará de outro evento, desta vez mais amplo, na residência do embaixador americano em Havana, para o qual "há uma ampla gama de convidados", disse uma fonte do departamento de Estado.

Esta recepção, que por questão de espaço será fechada à imprensa, deve contar com a presença de funcionários cubanos, pessoal do corpo diplomático, artistas, líderes culturais, empresários e ativistas políticos e de direitos humanos, revelou uma fonte, que pediu para não ser identificada.

Kerry se reunirá ainda com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, para analisar a agenda bilateral.

A bandeira cubana tremula na embaixada em Washington desde 20 de julho, quando os dois países restabeleceram relações diplomáticas, seguindo o acordo fechado em dezembro entre os presidentes Barack Obama e Raúl Castro.

Washington e Havana mantêm no momento conversas sobre segurança, meio ambiente e combate ao tráfico de drogas, entre outros temas.

Um encontro entre Kerry e Raúl Castro não está previsto, segundo a fonte diplomática.

AFP